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Porto Alegre, segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019.
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Jornal do Comércio

Opinião

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11/02/2019 - 01h00min. Alterada em 11/02 às 01h00min

Ajuda humanitária e o tirano venezuelano

José Maria Rodrigues de Vilhena
Há na alma humana o sonho do poder de determinar e controlar a tudo e a todos. Doentio. Aí se encaixam as figuras de ditadores e tiranos. Vale entender a diferença entre tais definições. O ditador se crê dono das decisões de uma nação, que na figura dele - o ditador - está representada. Ele encarna o povo simbolicamente. Seria, portanto, uma incongruência submetê-lo à desgraça. O tirano é aquele que dita à multidão e sente-se superior a ela, julgando-a pária de suas fantasias de poder. Nicolás Maduro é um tirano, massacra sua própria gente. Não aceita qualquer tipo de oposição ao seu governo e erro algum se lhe pode ser imputado. A prova cabal desta situação acontece agora, quando ajuda humanitária é enviada ao povo venezuelano na forma de alimentos e medicamentos. Maduro fecha a fronteira, não deixa o auxílio ser entregue ao povo carente. Não, não é permitido.
Maduro só aceita a ajuda se for dirigida através das instituições estatais, as quais armazenarão e entregarão, segundo critérios próprios, a quem necessita. Eis aí a tirania, ao invés de socorrer homens, mulheres e crianças que imploram por socorro, vê antes seus interesses pessoais cujo ápice é inflar sua figura grotesca, A ajuda só virá através da mão dele, o mestre e senhor dos destinos. Ele escolherá quem receberá o quê e em quê porção. Em troca, por óbvio, exigirá apoio e submissão numa corrente de escravos agradecidos. Trata seres humanos como nem o animal pode ser tratado. O tirano supremo, no fundo, sente asco pela sua gente, enquanto se considera escolhido pelo divino para liderar uma revolução inexistente, onde o único princípio é defender, intransigente, a dolce vita, advinda da mentira e corrupção, desfrutada com seus acólitos formados por militares corruptos, narcotraficantes e estrangeiros marxistas. Ao povo venezuelano resta a luta contra uma vida absurda, na fé de que chegará a hora na qual o punhal da vingança atingirá o coração sombrio do opressor.
Engenheiro e consultor
 
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