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Artigo

10/02/2019 - 01h00min. Alterada em 10/02 às 01h00min

Aplicativos de Transporte

Felipe Sousa
O Brasil está saindo de uma crise econômica complicada. Boa parte da população sabe que para resolvermos a questão precisamos fazer a reforma da Previdência. O que o setor de transportes tem a ver com isso? O transporte público no Brasil é deficiente e os aplicativos Uber, 99, Cabify etc vieram para auxiliar (será?). É bastante prático usá-los por um preço razoável. Eles são uma fonte de renda para muitos desempregados gerados pela própria crise econômica. Hoje, são mais de 1 milhão de motoristas cadastrados no País. Ou seja, dezenas de milhões de viagens diárias. Centenas de milhões de arrecadação diária.
Os aplicativos desestimularam mais o uso do transporte público, o que a médio e longo prazo é muito prejudicial para as cidades, reduzindo receita e a qualidade dos sistemas coletivos. Esses aplicativos ganham de 17% a 25% do total das viagens. A questão toda é, quem fiscaliza essas viagens? Quanto eles estão pagando de tributos para sairmos da crise? Se os motoristas são desempregados, os aplicativos têm interesse em favorecer a economia? Se você é empresário tem que pagar os tributos em dia, quem fiscaliza esses bilhões em tributos que deveriam ser pagos pelos aplicativos? Nossa crise nasceu por déficit de R$ 180 bilhões.
Quem sabe de fato se os aplicativos melhoraram ou não o trânsito? Não se sabe nem quantas viagens fazem, a extensão, o valor médio etc. Sabendo isso poderemos concluir se os aplicativos vieram realmente para ajudar.
Algumas cidades criaram leis municipais de compensação para os aplicativos viabilizarem melhorias nos transportes públicos da cidade, investimentos em paradas, mobiliários etc. Mas é pouco. A questão tributária continua nebulosa sendo assunto muito importante neste momento de reforma da Previdência. Tem gente enriquecendo muito às custas dos demais.
Engenheiro civil e doutor em transportes pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) 
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