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Porto Alegre, sexta-feira, 08 de fevereiro de 2019.

Jornal do Comércio

Opinião

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Edição impressa de 08/02/2019. Alterada em 07/02 às 01h00min

O reflexo das urnas

Eric Lins
Chego na Assembleia Legislativa para o meu primeiro mandato como deputado estadual. Nesta Casa, pretendo dar continuidade aos ideais que defendi enquanto vereador de Uruguaiana, onde fui o mais votado, como o fim da doutrinação político-partidária nas escolas. Precisamos que os alunos priorizem a compreensão de português, matemática e matérias formais, requisitos básicos, mas que vêm sendo preteridos a assuntos que não cabem ao ambiente docente. Essa inversão de valores prejudicou a sociedade, dominada por uma política populista, mas que agora se encontra num novo momento. Os anseios do povo estão refletidos na renovação dos Poderes Legislativo e Executivo da União, inclusive nas presidências destas esferas, que seguem a tendência nacional.
No Rio Grande do Sul, obtivemos uma renovação de mais de 50% dos deputados. Na instância federal, a mudança também foi profunda. Partidos que dominaram o poder por décadas, foram obrigados a deixar os postos de destaque. Esses representantes, por sua vez, trataram de fazer valer o desejo dos cidadãos, colocando deputados e senadores com ideologia política similar a do novo presidente. Assim, o Democratas (DEM) ganhou espaço. Com o Ministro-Chefe da Casa Civil da presidência da República, as presidências do Senado e da Câmara Federal, assim como dois representantes na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, nós, Democratas e os de pensamento afim, precisamos ter consciência do tamanho de nossa responsabilidade. Pedidos de propostas de um Estado mais voltado para a sociedade e menos para si mesmo são facilmente encontradas nos discursos de mesa bar, pelas ruas ou nas famílias.
As reformas necessárias para o País, bem como as privatizações indispensáveis para o Rio Grande sair do buraco, devem ser tomadas como prioridade. Chega de assistir. O momento exige que façamos valer o recado das urnas. Faremos!
Deputado estadual (DEM)
 
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Comentários
Daniel Pereira DAlascio 08/02/2019 12h57min
Equivoca-se o deputado Eric Lins quando fala que as privatizações são necessárias ao Rio Grande do Sul. Acho que o senhor tem um grande problema de memória, mas vou refrescá-la agora. Esse discurso é velho aqui no Rio Grande do Sul. Em 1996, mas precisamente no dia 21 de setembro de 1996 a capa de Zero Hora tinha a seguinte manchete : Rio Grande liquida a dívida. A principal foto da capa mostrava Britto e o então ministro da Fazenda Pedro Malan, sorridentes, comemorando o acordo que, segundo ZH, estaria limpando a ficha dos gaúchos. O editorial de ZH, de 22 de setembro de 1996 afirmava: O refinanciamento da dívida do governo do Rio Grande do Sul, cujo total chega a R$ 8 bilhões, mereceu consideração especial (do governo FHC) por conta dos esforços do governo gaúcho para reduzir os gastos de rotina na administração, em particular aqueles de pessoal. O Rio Grande foi pioneiro na implantação de um programa de demissões voluntárias. Nessa edição também havia elogio as privatizações de Antonio Britto. De lá para cá pagamos 24 bilhões da divida, ou seja três vezes o que devíamos e incrivelmente temos uma divida de 68 bilhões. Acho que agora com a memória refrescada, o senhor deve entender que além de já termos pago a divida com a união, a união nos deve mais de 50 bilhões da compensação da lei kandir, que beneficia o produtor rural que tira a comida do prato do povo brasileiro para exportar, aumenta seu lucro e o estado não arrecada 1 centavo de icms. Por isso é equivocada a sua colocação dizendo que o estado esta voltado só para si. Não! O estado está voltado para os produtores rurais e os empresários que ainda tem uma isenção fiscal de 9 bilhões de reais, dinheiro que faz falta na saúde educação e segurança. E tem empresário como o senhor Lirio Albino Parisotto que é rico e mesmo assim ganhou isenção fiscal de 350 milhões de reais para gerar apenas cinco empregos e fabricar capas de dvd.. Com relação ao grupo CEEE ele é vital e estratégico para o Rio Grande do Sul. A GM só veio para o Rio Grande do sul porque a CEEE construiu uma linha de transmissão de 25km em 230kV e uma subestação de 25MVA com quatro alimentadores para alimentar a fábrica e todo o condomínio industrial. A CEEE-D tem uma tarifa menor que a RGE e a CEEE-GT registrou, até janeiro, o melhor desempenho no principal indicador de avaliação da qualidade de prestação de serviço público de transmissão de energia, a Parcela Variável (PV). O índice de 0,79% reflete a disponibilidade das instalações de transmissão desde o início do ciclo atual (iniciado em julho/2018). Talvez ai esteja o medo que o governo tenha de fazer um plebiscito sobre a privatização do setor energético.nn Daniel Pereira DAlascio Engenheiro Eletricista