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Porto Alegre, segunda-feira, 28 de janeiro de 2019.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

27/01/2019 - 01h00min. Alterada em 27/01 às 01h00min

A EPTC e a ignorância

Fabio Berwanger Juliano
O senhor Sérgio Becker escreve semana sim, semana não, para os periódicos da Capital em uma campanha contra a EPTC. Seja o motivo que for. A mais recente, e mais recorrente, é pela extinção da empresa de trânsito e transporte da Capital. O que mais impressiona, negativamente por óbvio, são a veemência e o caráter insistente em argumentos falaciosos. Na verdade, falar em falácia, acaba até valorizando o discurso que, na verdade, demonstra absoluto desconhecimento, servindo somente a irresponsáveis do trânsito (que infelizmente são muitos).
A EPTC recebe juridicamente a vestimenta de empresa pública, mas presta o serviço como a de qualquer secretaria ou departamento da prefeitura. O "déficit" na folha de pessoal tem a mesma natureza de qualquer órgão do município, como a da Smams ou DMLU: secretarias ou departamentos que prestam serviços e não vendem produtos ou concorrem no mercado.
No ano em que a EPTC foi criada, morriam 200 pessoas por ano no trânsito da Capital. No ano de 2018 perdemos 74 vidas em acidentes, que foram precedidos por infrações de trânsito. Não existe cidadão de Porto Alegre que não esteja abrangido pelo serviço da EPTC, do mais pobre ao mais rico, do mais novo ao mais idoso.
A EPTC não vende semáforos, ela compra e os instala para a segurança de todos. Uns acham que em demasia, outros de menos, mas isso é uma outra discussão (técnica, diga-se de passagem). A faixa de pedestres que você utiliza e o transporte escolar do seu filho são de responsabilidade nossa.
Além disso, pensar que o trânsito necessita somente de agentes de fiscalização é outro grande engano. Engenheiros, arquitetos, advogados, médicos, agentes administrativos e de atendimento, jornalistas, economistas, geógrafos, técnicos em informáticas, pintores, eletricistas e outros diversos profissionais trabalham em conjunto, com a mesma importância e dedicação por um trânsito melhor. Mesmo com toda esta equipe se dedicando 365 dias, sem a consciência do cidadão, não venceremos esta guerra que mata 40 mil por ano no Brasil (homicídios são 60 mil).
Assim, todo o recurso que a EPTC recebe da prefeitura de Porto Alegre tem a mesma destinação que o da Secretaria da Saúde (e que todos defendem que deveria ser maior): pagar seus funcionários, fornecedores e prestar um serviço, que ao cabo tem o mesmo objetivo e razão de ser: salvar vidas.
Diretor de Operações da EPTC
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Comentários
Daniel Baldasso 28/01/2019 15h33min
Bem argumentado e inclusivo. Fiquei surpreso ao ver o jornal do comércio publicando manifestações embasadas em absolutamente nada além de raiva e frustração do autor. Ótimo texto resposta este.