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Porto Alegre, quarta-feira, 16 de janeiro de 2019.

Jornal do Comércio

Opinião

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Edição impressa de 17/01/2019. Alterada em 16/01 às 01h00min

O mundo do carvão

Fernando L. Zancan
As discussões do clima são uma disputa entre fósseis e renováveis. Enquanto discutimos que tipo de fonte usar, seguindo os interesses econômicos de cada uma, não resolveremos o problema das emissões. O que precisa ser discutido é a forma de reduzir as emissões, não a discriminação das fontes emissoras. Tecnologias de baixo carbono, como a Captura, Uso e Armazenamento do Carbono - CCUS e outras são a resposta para o problema. Países com as maiores reservas de combustíveis fósseis (EUA, China, Rússia, Austrália e Índia), não abrirão mão do seu uso, visto que isso garante a segurança energética e movimentação econômica. Recente estudo mostra que a intenção do movimento "keep in the ground" em não produzir mais combustíveis fósseis afeta negativamente 730 mil empregos e evita a movimentação econômica de US$ 91 bilhões de projetos ora em desenvolvimento nos EUA. Por outro lado, a publicação Coal Market Report 2018 da Agência Internacional de Energia - IEA mostra que depois de dois anos de declínio no consumo, o carvão em 2017 cresceu novamente. Aumentou 1,1% (79 Mt) comparado com 2016 representando 26% do consumo primário de energia - segunda fonte de energia após o petróleo. Quanto a previsão de crescimento para o período 2017-2023, a IEA estima que o consumo do carvão mineral crescerá 0,15 % ao ano. Seguindo a tendência de decrescer nos EUA e Europa e crescer na Ásia.
Isso confirma que primeiro vem o atendimento da demanda de energia da sociedade. Inviabilizar o uso dos combustíveis fósseis por ações no sistema financeiro e de seguros, só aumentará o custo da energia e da mitigação dos gases de efeito estufa, em especial para países pobres. Os países ricos, devem adotar políticas de incentivo ao desenvolvimento de tecnologias do CCUS visando acelerar a curva de aprendizado, tornando-as mais competitivas. Se prevalecer o caminho contrário aos combustíveis fósseis, estaremos percorrendo o pior caminho e não atingiremos as metas dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, acordadas na ONU em setembro de 2015, das quais o Brasil é signatário.
Presidente a ABCM
 
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