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Porto Alegre, quinta-feira, 03 de janeiro de 2019.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Edição impressa de 03/01/2019. Alterada em 03/01 às 01h00min

Avanços da economia só com novas estratégias

O Brasil e o Rio Grande do Sul já estão sob o comando de dois novos dirigentes. Com eles, outros governadores que confirmam que o Brasil deu uma guinada em busca de novas soluções que resolvam antigos problemas.
Governar agindo o mais rapidamente possível foi a promessa de Eduardo Leite (PSDB), o novo comandante do Palácio Piratini. Está mais do que evidente, pelo que se leu, ouviu e viu na mídia nos últimos anos, que velhas fórmulas aplicadas pelos governos de coalizão não só não deram certo, na maioria dos casos, como levaram o Brasil a uma recessão que deixou milhões sem uma ocupação formal.
Desta maneira, tanto Jair Bolsonaro (PSL) como Eduardo Leite terão, juntamente com todos os que assumiram nos governos estaduais, que aplicar novas maneira de administrar.
Em primeiro lugar, equilibrando as contas públicas, deficitárias na União e em muitos estados, lastimavelmente o Rio Grande do Sul incluído com as receitas superadas em bilhões pelas despesas nos servidores da ativa, dos aposentados e pensionistas e com o custeio da máquina pública.
As novas gestões terão sim que responder aos desafios que encontraram e de todos conhecidos. Ouvir o clamor popular, a voz das ruas e agir sempre. De discursos e frases de efeito a população está cansada há muito.
Porém, não é um trabalho - esse do soerguimento do País e do Rio Grande do Sul, tão somente dos novos presidente e governadores. É uma responsabilidade coletiva e o sacrifício, mais um, terá que ser suportado por todos. E, nisso, também devem estar engajados os Poderes Legislativo e Judiciário, ou, caso contrário, estará sendo feita uma grande injustiça àqueles que labutam, nos Executivos federal e estadual. É fundamental, pois, uma abertura e interlocução constante com os demais poderes das administrações.
Estamos em uma transição em um mundo cada vez mais analógico e os grandes desafios dos novos tempos. Em consonância, reduzir a burocracia e destravar a inovação e a competitividade do setor produtivo do Estado são atitudes inadiáveis. O Brasil deve buscar países para comprar e vender produtos.
As novas administrações do País e do Estado devem elaborar consensos estratégicos que valorizem as ideias em comum que permitam fazer o Brasil e o Rio Grande do Sul crescerem, estendendo os benefícios a todos da população. Essas ações devem considerar soluções para a crise fiscal do Estado, aprofundada nos últimos anos, cujo déficit ultrapassou os limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O novo governador mencionou as obrigações em atraso tanto com servidores públicos quanto para fornecedores. A estimativa é que o déficit em 2019 seja de
R$ 4 bilhões. Ele informou que o déficit no sistema previdenciário do Estado estaria na casa dos R$ 11 bilhões.
Leite se dirigiu aos servidores do Estado para dizer que vai buscar construir soluções mantendo sempre canais de diálogo. O aceno se dá após anos de conflito entre os trabalhadores e a administração estadual e frente ao desafio da fragilidade das contas públicas para garantir o pagamento dos vencimentos e outras obrigações.
Foram anunciadas medidas emergenciais de contenção de gastos com pessoal e custeio. Mas as medidas estruturais serão discutidas e aprovada com o passar dos primeiros meses da nova gestão. O que todos querem é que o equilíbrio fiscal tire o Rio Grande do Sul do marasmo socioeconômico.
 
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