Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 31 de dezembro de 2018.
Dia de São Silvestre.

Jornal do Comércio

Opinião

COMENTAR | CORRIGIR

Artigo

31/12/2018 - 01h00min. Alterada em 31/12 às 01h00min

Planos de A a Z ou mais

Ana Cecília Romeu
"Água mole em pedra dura tanto bate até que fura" é o dito popular, mas o que ninguém ousou adivinhar é quantas vezes tem de se bater para furar. O tal Plano B que era suficiente há alguns anos para otimizarmos uma questão, levar a cabo um sonho, concretizar um projeto imaginado e desenhado meticulosamente; hoje, já não é alternativa eficiente. Fazer o uso de uma segunda opção, outro caminho apenas não parece bastar.
Talvez com o tempo nós nos tornemos mais exigentes, ou tudo está mesmo tão difícil de realizarmos na atualidade que precisemos planos para todas as letras do abecedário; e caso ainda não se consiga absolutamente nada, ainda tenhamos que apelar ao alfabeto grego ou de alguma língua morta.
Ou seja, despendermos de toda nossa criatividade na busca de soluções. Mas se o sonho está dentro da gente e, de forma prévia e não menos sublime, nos tornou plenos apenas por ser sonhado, planejado para se tornar palpável; talvez se cumpra mesmo como a tal água mole em pedra dura. Haja paciência, criatividade e garra. E somos pequenos, por mais fortes que tenhamo-nos tornado. Haja persistência! Mas respiramos, e se o sonho também divide o ar conosco, se faz inevitável o voo. Um inquilino do nosso oxigênio que não paga taxa de aluguel, mas nos ajuda a viver.
Enquanto tivermos um sonho, quem sabe dois, três, um degrau a subir em cada área de nossa vida, haverá vida em escala, ascendendo em escadas.
Completamo-nos pelo nosso próprio olhar. Se vamos conseguir? Ninguém sabe. Não sabemos quantos idiomas vamos ter de aprender, quantos tapas levar, quantos planos depois do B a inventar, e quantas ideias mirabolantes a tirar do nada quando esse reina absoluto. Todavia que não seja como água em pó, que o que desejamos tenha serventia para nós, para outros. Vida em oceano a nos transcender. E nós, barco guiado ao sopro de um sol com estrelas.
Publicitária e escritora
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia