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Porto Alegre, quinta-feira, 03 de janeiro de 2019.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Edição impressa de 31/12/2018. Alterada em 03/01 às 16h05min

Fala-se em economia, a Capital em proibir

Vereadores de Porto Alegre aprovaram lei que proíbe a distribuição e venda de canudos flexíveis plásticos

Vereadores de Porto Alegre aprovaram lei que proíbe a distribuição e venda de canudos flexíveis plásticos


LUIZA PRADO/JC
Alfredo Schmitt
A Câmara de Vereadores de Porto Alegre aprovou um projeto de lei que proíbe a distribuição e venda de canudos flexíveis plásticos na Capital. De forma quase unânime, a falta de conhecimento coletivo falou mais alto entre os legisladores, que desconhecem a importância do plástico para a sociedade e punem a população por sua falta de consciência cidadã.
Utilizado há cerca de 70 anos, o plástico é responsável por inúmeras facilidades para a humanidade, desde o desenvolvimento de embalagens de toda natureza para a saúde, agricultura, até celulares, peças de automóveis e impressões em três dimensões. O plástico é inerte, atóxico, durável e o único material que pode ser 100% reciclável, retornando para a indústria e caracterizando o que chamamos de Economia Circular.
No entanto, de que adianta termos um material tão rico se o tratarmos com tanto desprezo? Assim como todos os artefatos plásticos, os canudos não têm asas ou nadadeiras. Se o resíduo está em local inadequado ou se não voltou a ser matéria-prima, só existe um responsável: o ser humano. Há inúmeras iniciativas relevantes que buscam a reutilização de canudinhos no Brasil. Em São Paulo, por exemplo, uma grande rede de fast food produz porta canetas e bandejas para suas lojas a partir dos canudinhos consumidos em cada uma de suas oito unidades.
A educação ambiental deve ser baseada na informação e não na proibição. Desde a infância, a preocupação deveria ser em garantir o ensino às diretrizes de reaproveitamento dos resíduos, a fim de possibilitar sua utilização plena, reduzindo os índices de poluição e de destinação inadequada de detritos no mar. Os princípios de consumo e reuso são parte da mensagem que a indústria de plásticos vem transmitindo para toda a população. Proibir canudos não muda consciência, a educação sim!
Presidente do Instituto SustenPlást e do 3° Congresso Brasileiro do Plástico
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