Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 28 de dezembro de 2018.
Dia do Petroquímico. Dia do Salva-Vidas.

Jornal do Comércio

Opinião

COMENTAR | CORRIGIR

Artigo

28/12/2018 - 01h00min. Alterada em 28/12 às 01h00min

Número de desassistidos aumenta na Capital

Adroaldo Rodrigues
Gostaria de saber se existe na Câmara Municipal de Porto Alegre alguma comissão permanente para debater a grave situação dos moradores de rua da cidade, que vêm aumentando consideravelmente? Sei que existem programas municipais, estaduais, mas todos discutem local para abrigar essas pessoas, as quais muitas tiveram que ir morar na rua por não ter mais condições de pagar um aluguel. Mas não é apenas um prato de comida que elas necessitam. Além de uma casa, elas precisam ser cadastradas e exercerem alguma atividade para, quem sabe, retornarem ao convívio da sociedade.
Segundo um levantamento feito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e divulgado pela Fasc em 2016, em cinco anos o número de moradores de rua havia aumentado 57%. Na época existiam 2.115 pessoas em situação de rua, mas hoje o número pode chegar a 4 mil. Papelão, plástico, colchão e outros materiais enjambrados fazem parte dos puxadinhos que se acumulam em muros, marquises e viadutos transformados em lares. Dizem que a maioria dos moradores de rua não quer ir para os abrigos, mas eles têm uma explicação. Para entrar num abrigo têm que chegar muito cedo, o que significa menos dinheiro, já que a maioria recolhe lixo reciclável que é colocado à noite nas ruas. Outra explicação é que não aceitam casais ou não querem deixar de lado seus animais de estimação. Acredito que a população civil organizada, como Lions e Rotary ou a própria Igreja, poderia se preocupar mais com seus semelhantes, que são nossos irmãos e não têm para onde ir. Por isso, sugiro que as escolas estaduais que foram fechadas pelo governo do Estado sejam transformadas em abrigos que serviriam de moradia e de locais para a promoção de atividades para estas pessoas. Defendo um investimento maior no ser humano por uma questão de cidadania, pois acredito que nenhum deles está morando na rua por que quer!
Comissário de Polícia aposentado 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia