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Opinião

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Alterada em 21/12 às 01h00min

A bancada evangélica do Congresso

Antônio Augusto Mayer dos Santos
O segmento evangélico é, de fato, o grupo religioso que mais cresce no País. Englobando desde posições mais conservadoras às mais flexíveis, o número de cristãos evangélicos cresceu 61% em 10 anos. No ano 2000, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o total de evangélicos no Brasil era de 26,2 milhões. Em 2010, data do último censo oficial, o IBGE apontou 42.310.000, o equivalente a 22,2% da população.
Essa expansão resultou numa organização política disciplinada e eleitoralmente habilidosa. A legislatura 1987-1991, considerada o marco inicial em termos de visibilidade, teve 32 constituintes evangélicos entre as 487 cadeiras da Câmara dos Deputados à época. Em 2010, dos 513 assentos, o movimento elegeu 73 representantes. Quatro anos depois, foram 75 e, para a próxima legislatura, serão, no mínimo, 84 deputados federais e sete senadores vinculados à crença, nove dos quais campeões de votos em seus estados na eleição de outubro passado.
Embora crescente e contando com nomes de realce, a bancada atua de forma fragmentada. O consenso entre os membros da Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional é obtido, basicamente, nas propostas relacionadas à liberdade de crença e temas pontuais, ao passo que o aborto frequentemente divide a atuação de seus deputados e senadores. Acerca da sua estratégia de trabalho, estudos e levantamentos informam que os argumentos religiosos da FEP não estão mais assentados exclusivamente na Bíblia. Há uma organização interna através do monitoramento de projetos, elaboração de pareceres técnicos e discursos combinada à formação jurídica e social de parlamentares e assessores. Fora de dúvida, trata-se de um segmento respeitável e influente cuja atuação não pode mais ser desprezada das análises políticas do País.
Advogado e professor de Direito Eleitoral
 
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