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Porto Alegre, sexta-feira, 07 de dezembro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Edição impressa de 07/12/2018. Alterada em 07/12 às 01h00min

Entidades empresariais otimistas com a economia

As principais lideranças empresariais do Rio Grande do Sul têm mostrado otimismo com relação às perspectivas da economia para o ano que vem. Na Fiergs, na Fecomércio, na Farsul e no último Tá na Mesa da Federasul em 2018, dirigentes e palestrantes foram uníssonos em apontar que o ano que vem deverá mostrar melhorias socioeconômicas.
O principal termômetro do otimismo empresarial é a expectativa de alta do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil entre 2,5 pontos percentuais e chegando até mesmo a 2,8% no ano que vem.
Ora, é evidente que isso é bom, pois as entidades citadas, entre outras, têm boas assessorias econômicas que pesquisam, analisam e projetam o futuro socioeconômico, hoje em dia ainda nada alentador, com uma lenta recuperação.
Empresários têm afirmado e até insistido em suas declarações que não há como empreender no Brasil e no Rio Grande do Sul enquanto o cenário for caracterizado pela falta de liberdade, excesso de burocracia, insegurança e tributação excessiva. É exatamente isso que combatemos, fazendo coro à opinião generalizada, em linha com a promessa dos novos governantes do Brasil e do Rio Grande do Sul, a fim de dar um basta no ciclo de baixo crescimento que enfrentamos, nacional e regionalmente, na economia.
Desemperrar a economia nacional e regional é o que mais se deseja. A partir de janeiro, então, para muitos haverá a volta da esperança em dias melhores. Ao mesmo tempo que é um sentimento positivo, também coloca uma grande responsabilidade nos ombros de Jair Bolsonaro (PSL), futuro presidente, e de Eduardo Leite (PSDB), o próximo governador do Rio Grande do Sul.
Quando muitos afirmam, com razão, que o que é hoje tradicional deve se transformar em digital, é importante que as empresas estejam preparadas, como muitas, talvez até mesmo a maioria, fizeram nos dois últimos anos, pelo menos.
E um dos setores mais representativos sobre a certeza de que teremos um ano melhor em 2019 é o imobiliário. Dados divulgados em São Paulo informam que, até setembro, aumentaram 28,5% os lançamentos de novos empreendimentos, um percentual respeitável, justamente em um ano de dificuldades e com juros altos.
Citando os juros, a Federação Brasileira de Bancos, Febraban, anunciou que apresentará às autoridades monetárias proposta para diminuir o spread bancário no ano que vem. Outra boa notícia, quando há reclamações de correntistas, segundo os quais, em meio às dificuldades financeiras decorrentes do parcelamento dos vencimentos tanto no Estado quanto na prefeitura de Porto Alegre, eles têm usado os cheques especiais, pagando até 10% de juros ao mês, enquanto a Selic, Sistema Especial de Liquidação e Custódia, continua, há meses, em 6,5% ao ano.
Enfim, que o otimismo quase generalizado de lideranças de entidades empresariais seja confirmado a partir das compras tradicionais nas festas de final do ano e, o melhor de tudo, entre em 2019 com a manutenção de crescimento econômico projetado. É tudo o que o Brasil precisa para renovar a esperança de que o pior passou, nesta crise com milhões de desempregados e milhares de empresas de diversos setores demitindo empregados ou mesmo encerrando as atividades.
Para 2019, o que mais se espera é que uma boa parcela dos desempregados atuais consiga ser admitida ou readmitida em trabalhos formais. Será bom para todos, sem dúvida. É o maior desejo de toda a sociedade.
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