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Porto Alegre, terça-feira, 04 de dezembro de 2018.
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Jornal do Comércio

Opinião

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04/12/2018 - 01h00min. Alterada em 04/12 às 01h00min

Bolsonaro e o Acordo de Paris

Augusto César Martins de Oliveira
O presidente eleito quer rever parte do Acordo do Clima que pretende restringir a soberania brasileira sobre parte da Amazônia. Isso está fazendo com que parte da irresponsável esquerda do País, por má-fé ou por ignorância, coloque-se ao lado de potências estrangeiras e grandes corporações internacionais que mascaram seus interesses comerciais com temas que tratam da preservação do meio ambiente e das questões indigenistas. As riquezas minerais, a biodiversidade e, mais atualmente, a maior reserva de água doce do mundo despertam a cobiça desses agentes externos pela Amazônia. Basta ver o número de patentes registradas mundo afora de produtos que têm sua origem em matéria-prima oriunda de plantas amazônicas. Também há fatos conhecidos pelas autoridades, como a restrição pela Funai de casamentos de não indígenas com indígenas e o fechamento diário por 12 horas (das 18h às 6h) da BR-174, que liga as capitais Manaus/AM e Boa Vista/RR, num trecho de 120 quilômetros na reserva indígena Waimiri-Atroari. Em minha experiência amazônica, conheci gaúchos que, atraídos por incentivos locais e pelo baixo preço das terras, migraram para lá, como o Dr. Benaion, veterinário de Santa Maria, que chegou na região na década de 1970, como integrante do Projeto Rondon, permanecendo lá. Penso que Bolsonaro tem toda a razão. O Brasil pode e deve debater o tema do clima, mas jamais perder parte de sua soberania.
O Brasil ainda tem muito que ensinar ao mundo. A Alemanha queimou a sua Floresta Negra, os EUA reverenciam a figura de Búfalo Bill, que tinha fama de ter matado mais de mil índios, e os baleeiros japoneses quase extinguiram espécies de baleias. Chegamos ao século XXI com cerca de 87% da Floresta Amazônica preservada e o maior desbravador da Amazônia, o Marechal Rondon, tinha como lema em relação aos índios o pensamento: "Morrer se preciso for. Matar nunca".
Coronel do Exército da reserva e advogado
 
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