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Porto Alegre, segunda-feira, 03 de dezembro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Edição impressa de 03/12/2018. Alterada em 03/12 às 01h59min

Produto falsificado é atentado à saúde

André Roncatto
Enquanto a desenfreada entrada de produtos falsificados no mercado informal ganha proporção incalculável em volume de vendas nas calçadas das cidades, os estabelecimentos comerciais nada têm a celebrar no Dia Nacional de Combate à Pirataria, neste 3 de dezembro. Não vivemos apenas a era dos sacoleiros das compras no Paraguai. O momento é outro. A informalidade que invade as ruas alimenta o crime organizado, que coopta imigrantes e pessoas em vulnerabilidade social. Na outra ponta, lojistas encerram as atividades.
O tema merece atenção especial e não pode ser mais tratado com o manto do "coitadismo". Na esteira deste movimento, o setor óptico acaba amargando as consequências deste cenário nefasto, com a crescente apreensão de lentes e óculos falsificados. Este produto feito de lixo reciclável chega ao Brasil a menos de R$ 1,00. Os óculos estão em quinto lugar na escala de artigos falsificados. Em todo o País, óculos sem qualidade movimentam cerca de R$ 8 bilhões ao ano, quase 60% do mercado. O comércio paralelo provoca um problema de violação à saúde pública, pois o uso de produto falsificado pode causar cegueira e doenças irreversíveis a longo prazo.
Organizações ditas organizadas clamam por "aliviar" a fiscalização de produtos ilegais junto às autoridades em nome do emprego. Na verdade, este mesmo movimento dizima com os postos de trabalho formal de lojas que gradativamente fecham as portas por conta da concorrência desleal. É preciso restabelecer a ordem natural da razão. E não inverter uma lógica de submissão, ou melhor dizendo, subverter a verdade. Somos sensíveis às dificuldades econômicas pelas quais todos enfrentamos. Agora, acobertar o crime é, no mínimo, questionável. A sublocação de espaços públicos, ocupando calçadas com ameaças ou pequenos distúrbios, é um afronte ao poder público. O momento é manter os olhos abertos. Não queremos uma população cega por consequência da pirataria!
Presidente do Sindióptica/RS
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