Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 07 de novembro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

COMENTAR | CORRIGIR

artigo

Alterada em 07/11 às 01h00min

Paradoxos

Jorge Claudio de Almeida Cabral
Contraditoriamente há inversão nos discursos dos presidenciáveis. O que se proclama arauto dos desvalidos, prometendo tirar da pobreza os brasileiros, teve o partido no poder por mais de década, fomentou a distribuição de óbolos em vez de efetivamente gerar renda para a população na implementação de trabalho, com o fomento da iniciativa privada. No entanto, o partido demonstra certa ostentação de riqueza em sua campanha.
Paradoxalmente o candidato da riqueza de recursos representa os pobres. Do outro lado, aquele que se diz liberal com maciço apoio da iniciativa privada não comprometida, possui um discurso que beira ao comportamento ditatorial, com imposição ríspida através de uma oratória primária disciplinadora e ameaçadora, mais que os incentivos da liberdade. Promove sua campanha com recursos limitados sem ostentação.
Um representa o operariado com verve acadêmica cultural literária, mas que paradoxalmente se aconselha da liderança carismática sem qualificação acadêmica, estando hoje à margem da sociedade por condenação criminal. Provoca com tal atitude um certo desrespeito às instituições democráticas, creditando a sua segregação a uma conspiração. O outro tem como formação a academia física, mas se mostra receptível à força e o respeito da lei, como expressão dos limites da sociedade. Combate a justiça pelas próprias mãos que toma para si o que não lhe pertence na força com o patrimônio alheio. Um diz que é necessário fazer-se a mudança através da continuidade, flexibilizando as regras. Outro diz que a mudança está no cumprimento rígido da regra sem elasticidade que molda interesses. Teríamos outros tantos paradoxos, inclusive, em seus vices, cujas figuras representam a democracia?
Escritor e advogado
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia