Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 06 de novembro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

COMENTAR | CORRIGIR

artigo

Alterada em 06/11 às 01h00min

Fundos Patrimoniais, saída para escassez

Eduardo Schaurich Prato
A tragédia no Museu Nacional não só marcou o Brasil como também trouxe à tona valores da administração pública atual: a prevalência do curto pelo longo prazo e, na hora do desespero, a busca por culpados. Porém, em momentos como esse, o que nos faltam são soluções que resolvam tanto o problema de hoje quanto o de amanhã. Com isso em vista, buscar mecanismos para o gerenciamento sustentável das nossas instituições se tornou uma necessidade. Precisa-se tanto de previsibilidade quanto de planejamento. Felizmente, o mecanismo para isso já existe há tempo: conhecidos pelo mundo afora, os Fundos Patrimoniais - os endowments - são a saída para a situação atual. Entre as Instituições brasileiras que aderiram ao mecanismo, estão o Museu Judaico e o Amigos da Poli-USP. O funcionamento é simples: as doações recebidas compõem um principal (poupança) que é investido em aplicações financeiras de baixo risco, gerando rendimentos anuais. Somente esse rendimento vai para projetos da instituição apoiada, enquanto o principal continua aplicado. Dessa forma, o recurso doado em 2018 continuará gerando rendimentos perpétuos. Seria, então, o fim do pensamento a curto prazo, de ter dinheiro hoje e deixar para amanhã as soluções orçamentárias. Os endowments conferem perenidade e previsibilidade às instituições. É dentro desse contexto que um grupo de voluntários está desenvolvendo o primeiro endowment em uma universidade federal brasileira: o Fundo Centenário para a Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A ideia é prover recursos perpétuos para o desenvolvimento da Escola, destinados para pesquisa, infraestrutura e bolsas, não despesas correntes. O grupo, composto por alunos e ex-alunos, conta com o apoio da diretoria da Escola e de ex-alunos para transformar a nossa região, criando um ambiente de troca entre a academia e a sociedade e possibilitando que a nossa instituição de ensino alcance sustentabilidade.
Vice-presidente do Fundo Centenário 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia