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Porto Alegre, sexta-feira, 19 de outubro de 2018.
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Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Edição impressa de 19/10/2018. Alterada em 19/10 às 01h00min

Brasil precisa elevar nível da educação profissional

Em meio às discussões eleitorais, seja nos programas/entrevistas da mídia ou nas redes sociais, um assunto tem sido, como outros, descurado pelos candidatos à presidência da República. Não analisado com profundidade e apontando soluções para minorar a situação.
Sabe-se que a crise é grande e, com ela, 13% dos brasileiros e 28% dos jovens estão desempregados, 72% dos brasileiros empregados estão insatisfeitos com seus trabalhos, 60% das empresas morrem antes de completar cinco anos de vida e os níveis de endividamento e inadimplência de pessoas físicas e empresas atingiram recordes históricos. Porém, apesar do grande índice de desemprego, existem no mercado milhares de vagas que não são preenchidas. Para especialistas, um dos responsáveis por isso é o nível da educação brasileira. Apesar de ter ganhado uma abrangência maior nos últimos anos, ela ainda é de baixa qualidade.
O Brasil está entre os piores colocados na maioria dos índices de educação do mundo e, segundo pesquisa da McKinsey, cerca de 70% dos empregadores consideram os jovens graduados despreparados para o mercado. Principalmente no Ensino Superior, o aumento subsidiado da oferta de vagas a qualquer custo fez sua qualidade piorar e o diploma universitário não vale tanto, hoje em dia, quanto em décadas passadas.
Há alguns anos, o diploma era um passaporte para o mercado de trabalho, hoje, ainda segundo analistas do ensino, é uma formalidade quase corriqueira. Em princípio, talvez um exagero semântico, eis que se a situação está difícil para quem tem boa formação educacional, muito pior sem ela. Mas, uma área que tem galgado posições é a do ensino técnico profissionalizante de nível médio. Os jovens da atualidade cruzam pela escolha de fazer uma pós-graduação, uma outra graduação, provavelmente mestrado e doutorado, recheando seus currículos com mais e mais formação acadêmica. Mas, muitos títulos de formação não são uma garantia plena de colocação no mercado de trabalho. Não como antes. Tudo indica que nem sempre a solução está na quantidade de estudo, mas sim, no descompasso entre as habilidades que moças e rapazes desenvolveram na educação tradicional e o que o mercado precisa.
Segundo levantamento do World Economic Forum, as principais habilidades exigidas pelo mercado hoje são resolução de problemas; pensamento crítico; criatividade; gestão de pessoas; trabalho em equipe; inteligência emocional; tomada de decisões; orientação ao cliente; negociação e flexibilidade cognitiva. Ora, está claro que nos bancos universitários o alunato não tem sequer 5% desse aprendizado prático. Conectar-se com a realidade e focar em modelos de ensino prático poderá ser a grande transformação que os futuros presidente do Brasil e governador do Estado poderão dar como contribuição à melhoria dos alunos e ao seu preparo para o mercado de trabalho. Não se quer, evidentemente, descurar da teoria, do Ensino Superior, do que foi conquistado por anos em todas as profissões. No entanto, aliar a teoria à prática sempre foi muito bom e, com certeza, coloca os formando em linha com o que as empresas e mesmo os serviços públicos em geral estão buscando.
Nem sempre um excelente aluno formado nas universidades será, igualmente, um profissional de sucesso na carreira por ele ou ela escolhida. Isso está provado, mesmo que, repita-se, a cultura é por demais importante em qualquer ramo da atividade humana. Mas, aliar a teoria à prática, hoje em dia, dá também - às vezes muito mais - bons resultados na profissionalização. Para isso, com mestres estimulados e bem remunerados. Essa combinação trará sucesso.
 
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