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Porto Alegre, quinta-feira, 18 de outubro de 2018.
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Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Edição impressa de 18/10/2018. Alterada em 18/10 às 01h00min

Déficit habitacional aumenta no País e exige soluções

O Brasil registrou um déficit habitacional de 7,770 milhões de domicílios em 2017, o que representa um crescimento de 3,1% em relação a 2016, refletindo o ambiente de crise econômica no País e deterioração da renda das famílias, de acordo com estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com o Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (SindusCon-SP).
Segundo o levantamento, o déficit é composto pelo seguinte quadro: 3,3 milhões de moradias com famílias pagando um valor de aluguel excessivo para seus rendimentos; 3,2 milhões vivendo em coabitação; 967 mil em habitações precárias; e 304 mil domicílios alugados com muitas pessoas ocupando o local. Um dos principais motivos para o crescimento do déficit foi o avanço da quantidade de famílias que se viram em uma situação de pagamento de valores de aluguel muito altos. O programa Minha Casa Minha Vida foi uma boa ideia, mas que não resolveu, ainda não plenamente, o problema da moradia popular no País. Primeiro porque as áreas disponíveis para construção nas grandes cidades estão muito longe da zona urbana onde há empregos, de maneira geral. Segundo porque a crise criou um desalento brutal e não tem permitido que aqueles que desejam ter a casa própria tenham condições de assumir as prestações, mesmo que baixas.
A maior parcela do déficit concentrou--se nas regiões Sudeste e Nordeste, que, juntas, totalizaram 68%. Em termos absolutos, o estado de São Paulo liderou o ranking de carência habitacional, com 1,8 milhão de domicílios em falta, o que representou 23% do déficit brasileiro. A maior parcela dos domicílios com déficit, ou 92%, está situada nos estratos com renda até três salários--mínimos. O levantamento mostrou ainda que, entre 2018 e 2027, está prevista a formação de 9,564 milhões de novas famílias.
E para atender à demanda por novas moradias, o financiamento imobiliário deverá girar em torno de R$ 154,2 bilhões a R$ 318,8 bilhões por ano na próxima década. Porém, além dos conjuntos habitacionais com 300 moradias ou mais, há que ser montada toda uma infraestrutura, como transporte coletivo, escola de Ensino Fundamental, minimercado, uma Unidade Básica de Saúde e, o ideal, um posto de policiamento ostensivo. Talvez seja pedir demais, mas não se pode deixar de atender tantas famílias. Ter moradia e um emprego é um dos principais, senão o maior fundamento para se ter uma sociedade melhor estruturada.
Isso só será possível com o apoio das prefeituras e dos estados. Aos municípios cabe encontrar e disponibilizar áreas para conjuntos habitacionais populares. Aos estados, no caso, o Rio Grande do Sul, montar a infraestrutura de eletricidade, água potável acessos e outros quesitos. Ao governo federal, o financiamento para as incorporadoras que estão aí, prontas para tocarem obras.
Volta-se a chamar a atenção dos futuros presidente da República e governador do Rio Grande do Sul, para a construção de moradias populares para atender à demanda crescente. Ou, então, com o aumento da extrema pobreza e o desemprego, e sem ter onde morar, continuaremos a conviver com pessoas dormindo nas ruas, montando barracas em praças e sem perspectivas de melhoria de vida. Não se justifica, mas explica, o aumento da criminalidade pelo apelo à sobrevivência. Está errado, evidentemente, buscar em atos criminosos a sobrevivência. No entanto, é o que se está verificando, e não só na Capital e no Estado, mas em todo o Brasil, lastimavelmente. Espera-se que o novo presidente e o futuro governador do Estado construam mais e mais moradias populares.
 
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