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Porto Alegre, terça-feira, 09 de outubro de 2018.
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Opinião

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09/10/2018 - 01h00min. Alterada em 09/10 às 01h00min

O que não é Inteligência Emocional

Marcelo Pelissioli
O advento da teoria da Inteligência Emocional contribuiu para uma verdadeira desconstrução do conceito de inteligência. O culto à racionalização pura voltada à resolução de problemas cedia espaço para o estudo do impacto emocional que esses mesmos problemas traziam antes mesmos de se considerar uma resolução a eles.
Considero bastante relevante também discorrer sobre o que não é a Inteligência Emocional. Isso porque um olhar superficial sobre a teoria pode gerar um entendimento de que ser emocionalmente inteligente tenha como base suprimir emoções, ou negar que as sente. E a repressão às emoções pode levar a sérios problemas de saúde.
Uma mesma emoção pode ter tanto um viés nocivo quanto saudável. Quem definirá isso será o nível de Inteligência Emocional de quem a está sentido. Por exemplo, a ansiedade. Em seu caráter nocivo, causa preocupação excessiva, libera toxinas hormonais, gera subestimação de nosso próprio potencial e reduz nossa capacidade cognitiva. Já em sua faceta saudável, pode proporcionar uma visão mais realista do cenário como um todo e estabelecer um foco no resultado. A própria alegria, saudavelmente sentida, é um verdadeiro indicador de bem-estar tanto psíquico quanto físico, já que é uma emoção relacionada à resistência à dor e a doenças. Porém, em sua faceta nociva, a alegria pode nos desestimular estados reflexivos ou de discernir ameaças iminentes. Com isso, busco chamar a atenção que apenas suprimir ou como popularmente de diz, "engolir" as emoções, pode apenas levar ao desenvolvimento de ressentimentos ou de doenças psicossomáticas que eclodem até mesmo em nosso corpo físico. Assim, Inteligência Emocional não é reprimir. É entender e trabalhar com as nossas emoções e as dos outros.
Considere a qualidade de suas emoções na busca de seus objetivos, pois elas estarão sempre presentes nessa jornada. As emoções podem ser tanto aliadas quanto inimigas, e quem define o time em que elas vão jogar somos nós mesmos.
Coach cognitivo-comportamental, Canoas/RS
 
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