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Porto Alegre, segunda-feira, 01 de outubro de 2018.
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Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

01/10/2018 - 01h00min. Alterada em 01/10 às 01h00min

'De modelo à toda Terra'

Getúlio Dorneles Fernandes da Silva
O que fizeram do nosso Rio Grande nas últimas décadas? "Nossas façanhas", na área política, imperou o empreguismo, a politicagem, recursos inadequadamente empregados, obras inacabadas, dívida astronômica... Restou uma unidade federativa (?) que não alcançou o progresso que as riquezas lhe permitem. "Foi o 20 de setembro o precursor da liberdade". Qual liberdade? Primeiro, separados do Brasil por uma república que sucumbiu após 10 anos. Segundo, com a amizade de Farroupilhas e Orientais, corremos o risco de sermos incorporados a eles. Terceiro, o conflito deixou os campos da fronteira sul desertos de gado, nossa maior riqueza na época. Se vencedores, teríamos sido indenizados pelo Império. Isso, sem falar nas centenas de perdas humanas, principalmente, jovens.
"Mostremos valor constância nesta ímpia e injusta guerra". É grande erro pensar que a revolução acabou. Ela continua viva e intensa, com a União massacrando os estados produtores. Esses, arrecadam a quase totalidade dos impostos federais, que acabam sendo distribuídos para os do Norte e Nordeste, ficando aqui, apenas, um terço do valor arrecadado. Exemplo, o Rio Grande do Sul arrecadou 32 bilhões e recebeu 10 de retorno. O Maranhão arrecadou 4 bilhões e recebeu 12. Em consequência, nós estamos endividados e eles, no primeiro semestre de 2016, tiveram um superávit primário de 438 milhões. Mesmo assim, pediram ajuda para o governo federal.
Os estados produtores devem unir-se e lutar pela regulamentação da Lei Kandir e por distribuição mais equitativa dos tributos federais, que deixe de penalizar aqueles que são sustentáculos da nação. Enquanto não forem regularizadas essas situações, continuaremos impedidos de desenvolver infraestrutura e estimular o desenvolvimento. Sem o desenvolvimento, continuarão professores, policiais, profissionais da saúde e outras categorias com quadro insuficiente e mal remunerado.
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