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Porto Alegre, sexta-feira, 28 de setembro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Edição impressa de 28/09/2018. Alterada em 28/09 às 01h00min

Antecipar as medidas para recuperar a economia

Depois de 7 de outubro, tenhamos ou não segundo turno, o hiato com menos ataques e notícias falsas nas redes sociais que só têm contribuído para confundir, mais e mais, os eleitores, o governo federal, por meio do ainda presidente Michel Temer (MDB), deve aproveitar para encaminhar as reformas inadiáveis que ajudarão a minorar os desequilíbrios fiscais federais e também os estaduais. Por mais antipática que sejam a reforma da Previdência Social e a dos servidores públicos, elas não podem mais ser adiadas.
Não se quer, jamais, demonizar categorias cuja maioria trabalha bem e merece o que recebe. Porém, os números não mentem jamais e temos cada vez menos pessoal ativo para contribuir para manter as aposentadorias, pensões e vários auxílios prestados por meio do Regime Geral da Previdência Social (INSS). Os que perderem, seja no primeiro ou no segundo turno das eleições, para presidente e governador, mantenham atitudes civilizadas e apoiem a máquina pública funcionando bem até o último dia dos seus mandatos. As agressões, insinuações e mesmo disparates caluniosos que foram despejados no Brasil pelas hoje mal usadas redes sociais não podem e não devem continuar. Quem perder que se curve à vontade popular ditada nas urnas. Quem vencer trate de montar logo suas equipes, especialmente a econômica, para não perder tempo, que será valioso até o primeiro dia de janeiro de 2019.
Não poderá ser de outra forma e a população, em nível estadual e, mais ainda, federal, cobrará logo a melhoria do cenário socioeconômico com vistas à retomada forte da economia. Gerar empregos deve ser a obsessão dos que serão eleitos, em todos os níveis. E o Congresso e as Assembleias Legislativas que tratem de ajudar, estudar e aprovar o que for bom para a coletividade, sem mais delongas e sem ver apenas a cor partidária das propostas encaminhadas para o crivo dos parlamentares. No entanto, dos eleitos ficarão gravadas as muitas promessas, quando todos sabem que os recursos minguaram, e não é de agora. Não podem, os eleitos ou reeleitos, esquecerem que a vitória de uma facção política ou do grupo de partidos que os apoiam ser, como, às vezes, acontece, o princípio de sua decadência pelos erros ou inação que a acompanham.
Vencendo ou perdendo, um dos dilemas dos políticos é dizer ou não o que pensam, isto é, quando um discurso ressoa na consciência e o administrador, atual ou futuro, pensa na conveniência de emiti-lo nas palavras mais convenientes para fazê-lo ser bem aceito. No entanto, após uma vitória ou uma derrota, que as palavras ditas sejam de estímulo pela conciliação em prol dos superiores interesses da Nação e do Rio Grande do Sul. O presidente e o governador eleitos, homem ou mulher, têm que fazer muita economia, reordenar o serviço público, evitar a indicação sistemática de partidários, escolhendo os melhores nomes, geralmente técnicos, para tocar assuntos que, de fato, necessitam de operadores entendidos no setor. O viés político quem dá é o governante maior, mas cabe aos executores aplicar o que há de melhor mirando o bem social.
O dia 7 de outubro, domingo, está chegando rapidamente. As campanhas políticas trocaram, em nível federal especialmente, muitas acusações e poucas propostas consistentes, salvo generalidades por demais óbvias. O que todos querem é que os eleitos façam o melhor desde o primeiro dia nos respectivos cargos. E tenham sucesso ao atender o que o Brasil e o Estado precisam, querem e esperam.
 
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