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Porto Alegre, quinta-feira, 27 de setembro de 2018.
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Jornal do Comércio

Opinião

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Edição impressa de 27/09/2018. Alterada em 27/09 às 01h00min

Estado e sociedade

Carlos Rodolfo Schneider
O governo, sustentado pela sociedade, foi criado para servi-la. E não para ser servido, como acontece.
A máquina pública virou um mastodonte lento, burocrático, ineficiente, preocupado, acima de tudo, em achar novas formas de extrair recursos da sociedade para alimentar a sua própria manutenção e crescimento. Há apenas duas décadas e meia, tínhamos, no País, uma carga tributária de 25% do PIB e conseguíamos investir os mesmos 25%, dos quais 5% em infraestrutura. E, por isso, conseguíamos crescer a taxas elevadas. O Brasil foi um dos países que mais cresceu no mundo, por mais de 20 anos, na segunda metade do século XX. Hoje, apesar de uma carga de impostos de 33% do PIB, a mais alta entre os países emergentes, temos déficit nas contas do governo, dívida pública em rota explosiva, e não conseguimos investir mais de 15% (iniciativa privada governo), nem 2% em infraestrutura. E o poder público, que não consegue mais investir, vem aumentando o bolo de recursos destinados ao custeio da máquina, que já chega aos 20% do PIB.
Não admira que somos o País com a pior relação entre impostos pagos e serviços retornados à sociedade. Todo esse quadro, seguramente, sugere uma reavaliação. E não é só ao Poder Executivo que cabe essa tarefa - que, no último ano, até deu passos importantes -, mas também ao Legislativo - que não votou a indispensável reforma da Previdência -, ao Judiciário e à sociedade civil organizada. Nos sete primeiros meses de 2017, os gastos com a Previdência Social e o pagamento dos vencimentos dos servidores consumiram 80% da arrecadação líquida no período. Existem inúmeras frentes para aumentar a eficiência dos gastos públicos e, por consequência, reduzir o seu valor. O que levará a uma menor necessidade de impostos e a um aumento da poupança interna, estimulando os investimentos e o consumo, criando um círculo virtuoso. E, nos momentos favoráveis, o governo deve acumular reservas, com superávits primários consistentes, para fazer frente a períodos difíceis que sempre virão.
Empresário e coordenador do Movimento Brasil Eficiente
 
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