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Porto Alegre, sexta-feira, 21 de setembro de 2018.
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Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

21/09/2018 - 01h00min. Alterada em 21/09 às 01h00min

Sucesso ideal e real no esporte

Martin Avenatti
Se um de cada 100 jogadores foi bem-sucedido, vale dizer também que: de cada 100 atletas, 99 falharam. Temos que inverter isso! Precisamos mudar a meta do futebol. Invertemos explicando às pessoas que as luzes de Hollywood, do Santiago Bernabéu e do Camp Nou são apenas luzes. A realidade é diferente. Você tem que fazer as pessoas felizes, mas entender que vencer não é a única coisa importante. As pessoas têm que saber que não ganham todos os domingos. Se fosse apenas isso, o futebol seria um esporte de pessoas frustradas.
O clube precisa do resultado imediato, sim. O empresário e a família também. Muitas pessoas terminam se aproveitando do jovem jogador, não esperam o processo de amadurecimento natural do menino. Tampouco entendem que o sucesso do atleta vai além das quadras.
Hoje em dia, o Ministério Público fica em cima dos clubes, pressionando que os jovens estudem, mas realmente é um negócio maquiado, não funciona em sua totalidade. Divulga-se apenas o garoto que subiu na vida, que foi em busca do sonho e deu certo. E aquele garoto que não conseguiu e não foi preparado para o futuro? Quem o prepara para os estudos e para o mercado de trabalho? Ou seja, quem o prepara para o sucesso como ser humano, fora das quadras?
A preocupação deve ser a formação do atleta como um ser humano para o futuro. A realidade, entretanto, é de que os jovens atletas cada vez mais precisam abandonar seus estudos cedo para poder dedicar-se ao futebol, e nem todos chegam a brilhar e viver do futebol. Então, mesmo sendo atletas de alto rendimento em nível profissional, devem estar preparados para a vida.
Educador e gestor esportivo
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