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Porto Alegre, sexta-feira, 21 de setembro de 2018.
Dia da Árvore. Dia do Radialista e do Fazendeiro.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Edição impressa de 21/09/2018. Alterada em 21/09 às 01h00min

Voando mais longe

Ozires Silva
Quando a Embraer foi criada, em 1969, a indústria aeronáutica não era menos competitiva do que é hoje. Foram necessárias muitas horas de trabalho de pessoas ousadas e corajosas para que, em 1977, o Bandeirante fizesse sua estreia internacional no Salão Aeronáutico de Le Bourget. Desde então, a Embraer se dedicou a identificar certos nichos de mercado, amparada por uma reconhecida capacidade técnica e de inovação, tornando-se líder mundial na fabricação de jatos de passageiros de até 150 assentos, ingressando no segmento da aviação executiva com produtos inovadores, como o jato Phenom 300, que, há anos, é o modelo mais vendido de sua categoria. Sua participação internacional na área de defesa, cujo expoente, atualmente, é o jato de transporte multimissão KC-390, é crescente.
Em outras palavras, a Embraer que ajudei a fundar se tornou, ao longo desses anos todos, um ícone que simboliza a capacidade e a qualidade da engenharia brasileira em um segmento de ponta, que sempre utilizou tecnologia de última geração. Dia após dia, sempre com muito empenho e trabalho, conseguimos conquistar os corações e mentes dos brasileiros para um projeto que, hoje, é orgulho do nosso povo. A verdade é que a indústria aeroespacial global está passando por uma profunda transformação. Consolidação entre fabricantes e fornecedores já estão provocando grande impacto na competitividade do setor. Países como Japão, Rússia e China, contando com apoios governamentais e concentração nos jatos de até 150 assentos, estão dispostos a ganhar mercados externos, no qual a Embraer é, hoje, líder mundial.
A Embraer está muito consciente desse cenário, e suas lideranças têm procurado e estudado formas para manter sua competitividade no futuro e continuar crescendo, gerando ainda mais divisas e contribuindo para o desenvolvimento do Brasil. Nesse sentido, surgiu a oportunidade da parceria estratégica com a Boeing, a maior fabricante de jatos comerciais do mundo. A parceria permitirá à Embraer novamente se transformar, ficar mais forte e preparada para competir nos próximos anos. Juntas, as duas empresas poderão criar produtos e crescer, explorando oportunidades nos mercados. A Boeing reconhece a expertise da engenharia e a qualidade da mão de obra da Embraer. O Brasil será o centro de excelência da nova operação, garantindo produção, criação de empregos e ainda mais exportações. Em 1994, como todos sabem, a Embraer foi privatizada. Ousadia para tomar as decisões corretas e criar as oportunidades necessárias para o futuro foi uma marca daquele momento. A história está se repetindo com a parceria estratégica com a Boeing. Entre outras vantagens, ela fortalecerá ambas as empresas, posicionando-as para competir no novo cenário global da indústria aeroespacial.
Dediquei a maior parte de minha vida na construção desta empresa que tanto orgulha os brasileiros hoje e vejo esta nova rota como essencial na construção do seu futuro. Esse passo é fundamental para que a Embraer possa voar mais longe!
Ex-presidente da Embraer
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