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Porto Alegre, terça-feira, 18 de setembro de 2018.
Dia Nacional da Televisão.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Edição impressa de 18/09/2018. Alterada em 18/09 às 01h00min

Importante votar com mais razão e menos emoções

A campanha política continua nas rádios e tevês, além dos debates na mídia. Porém, observa-se uma certa apatia do eleitorado, apesar das manifestações em torno das visitas, caminhadas e discursos dos candidatos a presidente e a governador.
 
Mas deve-se lembrar que a composição do Congresso Nacional e das Assembleias Legislativas é muito importante para que as diretrizes, os objetivos e a governabilidade do futuro presidente da República e do próximo governador do Estado possam ser, realmente, executados. É praxe na política brasileira campanhas baseadas em muitas promessas e afirmações as quais, adiante, quando a realidade se impõe, não se confirmam ou ficam muito aquém do esperado.
 
O Brasil ainda continua se debatendo em meio às dificuldades impostas por uma crise que colocou fora do mercado de trabalho cerca de 13 milhões de pessoas. É mais do que a população de alguns países.
 
O desemprego é uma chaga que desbarata empresas e famílias, com consequências em serviços públicos, arrecadação de impostos, na Previdência Social e nos negócios em geral. Os eleitores ainda têm que ler, ouvir e ver tantas pesquisas as quais, algumas vezes, mais confundem do que esclarecem, tantos são os chamados cenários em que se colocam perguntas para os entrevistados. Geralmente, são ouvidas apenas cerca de 2,5 mil pessoas em menos de um quarto dos municípios existentes. É pouco, muito pouco, em um País com 205 milhões de habitantes, dos quais estão aptos a votar 133 milhões de brasileiros.
 
O voto obrigatório faz com que muitos optem por um candidato ou candidata tocados pela primeira impressão. É quando até mesmo uma beleza facial afeta na tomada de decisão, além das questões da proximidade ideológica, doutrina e paixão.
 
E isso não tem ligação com a alta formação acadêmica ou por pertencerem à população pobre ou privilegiada. Da mesma forma, candidatos que têm seus nomes expostos seguidamente na mídia acabam sendo votados, mesmo que a divulgação decorra de acusações, processos e outras questões nada lisonjeiras.
 
Dessa forma, pode-se depreender que, no Brasil, o voto não está nas mãos da razão, e sim da paixão. Uma escolha que deveria ser feita por meio de critérios técnicos carrega o tom de algo totalmente irracional. Hoje, muitos pensadores, acadêmicos e artistas votariam em alguém até mesmo condenado. As versões para contestar a Justiça são diversas, apelando-se para prisões políticas e não de políticos presos. Direito de opinar todos têm, mas deve haver um mínimo de razão no que se elabora em termos de eleições. Afinal, estamos decidindo sobre o futuro do Estado e do Brasil, para o bem e o mal.
 
Aproveitarmos o voto e, assim mesmo, não sermos demasiados crédulos para o que nos espera no dia de amanhã. A liberdade e a saída da crise que todos almejam serão alcançadas se exercermos o nosso direito cívico com muita responsabilidade. Por isso, a apatia notada entre os brasileiros com relação às eleições não pode servir com o afastamento das urnas. Pelo contrário, boas escolhas é que poderão nos apontar melhorias a partir de 2019.
 
Uma boa escolha nos dará mais segurança na cidadania futura. A ética moral do voto trará frutos de mais justiça e será confirmada no respeito aos valores que honram as tradições nacionais. Escolher e votar bem é fundamental.
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