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Porto Alegre, sexta-feira, 14 de setembro de 2018.
Aniversário da cidade de Viamão.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Edição impressa de 14/09/2018. Alterada em 14/09 às 01h00min

Aposentadoria está cada vez mais longe no mundo

Se até os anos de 1970 os jovens julgavam velhas as pessoas com 50 anos, hoje, ninguém mais pensa assim, mesmo com aqueles que passaram dos 60 anos. Não surpreende, então, porque a expectativa de vida vem aumentando. O mundo está envelhecendo e, consequentemente, a aposentadoria também está ficando para mais tarde, incluindo-se o Brasil. Para alguns especialistas, não só o futuro está ficando mais velho em nossas vidas, como os trabalhadores mais idosos têm algumas vantagens sobre seus colegas mais novos, incluindo a maior capacidade de trabalhar com pessoas e a habilidade de comunicação.
Evidentemente que são os jovens de agora que alavancam todas as profissões e têm nelas o seu futuro. O que lembram e reafirmam os geriatras é que a população global envelhece. Em 2015, havia cerca de 451 mil centenários, e esse número deve ser oito vezes maior nas próximas três décadas.
Nos EUA, eles são o grupo etário que cresce mais rapidamente. No Reino Unido, há tantos centenários que a Rainha Elizabeth II contratou uma equipe extra para enviar-lhes cartões de aniversário quando chegarem aos 100. A maioria das crianças nascidas em países ricos, hoje, tem a expectativa de celebrar o centésimo aniversário.
Para pessoas em atividades com maior exigência física, continuar a trabalhar é mais desafiador. Mas nem sempre esse é o caso, uma vez que a tecnologia está mudando a forma dos ofícios. Os trabalhos manuais e pesados estão sendo feitos por máquinas. A natureza das tarefas está mudando, o que vai facilitar que as pessoas trabalhem por mais tempo. A maioria dos centenários está surpreendentemente saudável, em melhor forma que os aposentados mais jovens. Estudo descobriu que eles tendem a sofrer menos doenças que aqueles de até duas décadas mais jovens.
Eles também não estão mal mentalmente. Embora algumas de suas habilidades declinem com a idade, a chamada inteligência cristalizada - as habilidades que construímos ao longo da vida - continua a amadurecer até a velhice. Em 2016, cientistas examinaram a saúde e as habilidades de centenários que se registraram para votar em Nova Iorque e descobriram que eles tinham poucos sinais de senilidade e estavam, em geral, vivendo em condições notavelmente boas.
Estudo com profissionais de trabalhos manuais na Áustria levantou que homens que se aposentavam 3,5 anos mais cedo tinham 13% mais chances de morrer aos 67 anos - especialmente se fossem solteiros, solitários e usassem isso como uma chance de reduzir a atividade física. Ilhas do Sudeste do Japão, no Mar da China Oriental, parecem dar sustentação a essa tese. Okinawa é famosa por sua grande proporção de centenários, na qual estima-se um centenário para cada 2 mil pessoas. Pesquisadores têm investigado esse lugar e notaram aspectos no estilo de vida da população de Okinawa que podem explicar sua longevidade. Isso inclui comer muitos vegetais e menos calorias do que um norte-americano médio - além de sua atitude no trabalho.
Lá, moradores idosos vivem sob o princípio de que devem ter em mente uma razão para se levantar de manhã. Mas uma das dificuldades que estão se apresentando - e, no Brasil, há uma resistência à mudança mais do que necessária - é a Previdência, seja a pública ou a privada. Na Grécia, na França e mesmo na Rússia, mudar, estendendo a idade para a aposentadoria, é meta de governos. Mas, como aqui, a crítica popular é grande. Porém, para os jovens, novas regras devem ser estabelecidas antes do ingresso no mundo do trabalho, seja público ou privado. Aí, sem prejuízos.
 
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