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Porto Alegre, terça-feira, 11 de setembro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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11/09/2018 - 01h00min. Alterada em 11/09 às 01h00min

Governança na empresa familiar

Paulo Tondo
A base de sustentação da governança em empresas familiares está fundamentada junto ao Conselho de Sócios e Negócios Familiares. Esse conselho é geralmente formado por um ou mais representantes dos núcleos familiares controladores ou das também chamadas "holdings" familiares.
A função básica é decidir sobre temas delicados e complexos vinculados à propriedade ou sociedade e à gestão dos negócios que darão os principais caminhos a serem seguidos. Por experiência, após 25 anos atuando em empresas de pequeno (holdings), médio e grande porte, esta é a estrutura com maior facilidade de adequação aos inúmeros seguimentos empresariais existentes. Nessas reuniões são tratados tanto temas de relacionamento dos sócios como questões de gestão, pactos societários, protocolos familiares, estruturação de holdings, desenvolvimento de regimentos internos ou estatutos dos conselhos e aprovação dos membros para a diretoria e gerência. Ele será a instância máxima da estrutura de conselhos estando abaixo apenas da assembleia geral de sócios ou acionistas. O ambiente torna-se propício para que os representantes de cada núcleo familiar atual ou futuro (filhos ou primos) exponha suas ideias de maneira mais racional, emotiva ou calorosa. Desse modo, as principais decisões são tomadas sem causar maior preocupação ou transtornos aos gestores pela demonstração quase natural de conflitos de ideias e desentendimentos mais acalorados, com demonstração de carinho e raiva ao mesmo tempo. É por meio de documentos formulados sob o nome de acordo de sócios familiares (protocolo ou pacto societário) que as famílias definem o tipo de implantação da governança em suas empresas familiares bem como suas sociedades familiares. E é com muita conversa, crítica, discussão e risadas, se possível, que os membros da geração sênior e seus herdeiros definem os alicerces que sustentarão os direcionamentos para os próximos dez anos da sociedade familiar.
Administrador de empresas
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