Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 10 de setembro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

COMENTAR | CORRIGIR

artigo

10/09/2018 - 01h00min. Alterada em 10/09 às 01h00min

Educação protocolar, museus e chamas

Hugo Teixeira
Caracterizar a educação somente sob o aspecto curricular, aquela adquirida nos bancos escolares em todos os níveis, é parte de uma questão mais ampla.
A parte mais importante, sem dúvida. Mas gostaria de fazer um raciocínio sobre a educação protocolar, aquela básica, entre pessoas notadamente! Senão vejamos: governos passados orgulharam-se de trazer a classe média milhões de brasileiros (e que em poucos anos devolveu à condição anterior) antes condenados a assistirem pela televisão as benesses do acesso ao consumo de bens antes impensáveis como ter um carro, casa própria, viajar de avião, ir ao exterior e entregar-se as delícias dos supérfluos. Quem poderia ser contra? Mas é justamente nesta premissa que estes governos esqueceram-se de incluir no cardápio da ascensão econômico/social também a tal educação protocolar. O que constatamos foi a inclusão de milhares de motoristas mal educados, pessoas mal educadas em voos e o consumo desenfreado de todo o tipo de produtos que viraram dívidas impagáveis, pois o "novo consumidor" não estava preparado e tampouco orientado para este "novo mundo" de consumo e como se portar nele! Não houve a preocupação de incluir no pacote de bondades a educação. Aquela educação protocolar básica que nos torna em tese civilizados! Sim, muitas pessoas de classes abastadas e com acesso à educação mais refinada também cometem impropérios, infelizmente é inerente ao ser humano. A educação protocolar, de convívio com o outro começa em casa e vai se desenvolvendo na escola, no círculo de amigos e por aí vai. Do Museu de História no Rio, é mais uma tragédia anunciada. Esta sim, uma questão de educação escolar básica, da qual dispomos muito pouco, para ser generoso! Escuta-se agora que o governo vai despejar alguns milhões para recuperar a estrutura do museu, mas sabemos que todo o dinheiro do mundo não irá trazer de volta os tesouros que ali foram perdidos para sempre. E daí, dirão os sem educação! Tristemente nestes dias e neste País, a questão do museu será rapidamente esquecida ou relevada a um plano inferior, pois não há no País uma consciência expressiva das pessoas sobre o fato!
Empresário, Gramado/RS
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia