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Porto Alegre, quinta-feira, 06 de setembro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Edição impressa de 06/09/2018. Alterada em 06/09 às 01h00min

A Independência completa que devemos ao Brasil

Mais um Sete de Setembro, data da Independência do Brasil, em 1822. Lastimavelmente, apenas cinco dias após o incêndio que destruiu o Museu Nacional no Rio de Janeiro, deixando uma lacuna, mais uma, na nossa pouco cultivada História. Além disso, mesmo com 196 anos separados oficialmente de Portugal, não atingimos uma maturidade governamental, maioridade social e econômica compatível com a grandeza territorial e as riquezas naturais de que dispomos. Lastimavelmente, o documento oficial e original rompendo com Portugal virou cinzas no incêndio do Museu Nacional.
Mas, se a Independência do Brasil, com Dom Pedro I e o Grito do Ipiranga, em Sete de Setembro, ocorreu, ainda não temos uma independência financeira, administrativa e de igualdade social. Não como gostaríamos, pois passamos por ciclos de crise e instabilidade nestes quase dois séculos. Porém, apesar dos problemas, os Poderes estão funcionando, mesmo com críticas. Claro que dificuldades ocorrem em todos os países, pois as transações comerciais e os mercados estão totalmente globalizados e, literalmente, o que acontece na China repercute no Brasil, como atualmente. Para 2019, um déficit de R$ 139 bilhões, quando precisamos gerar superávit para pagar os juros da astronômica dívida de R$ 3,2 trilhões do governo federal.
De maneira redundante, mas sempre é bom lembrar, a Independência do Brasil é um dos fatos históricos mais importantes de nosso país, pois marca o fim do domínio português e a conquista da autonomia política.
Muitas tentativas anteriores ocorreram e pessoas morreram na luta por este ideal. Podemos citar o caso mais emblemático: Tiradentes. Foi executado pela coroa portuguesa por defender a liberdade da então colônia, durante o processo da Inconfidência Mineira. No entanto, com o passar das décadas e, principalmente, desde o final do século XX, a data tem sido pouco assinalada. Nem mesmo há mais transmissões dos desfiles feitas pelas redes de TVs. Piorando o quadro, temos uma crise financeira em nível federal e, pior ainda, em nível estadual e municipal.
Pois, no mês do Sete de Setembro e do 20 de Setembro, a data magna gaúcha, temos que nos reorganizar no quesito finanças. Mas não com medidas paliativas, porém com um planejamento sério. As distorções e a desorganização das finanças no Tesouro Nacional e do Tesouro do Estado causam prejuízos às populações em geral, incluindo inclusive os que protestam, com razão, contra parcelamentos de vencimentos ou altos juros e impostos em demasia.
Combater a corrupção, cobrar dívidas, repatriar fortunas não declaradas, diminuir isenções, enfim, uma faxina administrativa e financeira. Acabando com a desordem econômico-financeira, terminaremos ou minimizaremos ao máximo a crise.
Pois neste ano de eleições para presidente, governador, deputados estaduais e federais, e senadores temos que refletir bem e perceber o quanto é importante a escolha dos que vão nos comandar.
O Sete de Setembro é data não apenas para ser reverenciada, mas também para que reflitamos sobre o nosso comportamento como cidadãos e sociedade. O Brasil somos todos nós, é um reflexo, um espelho de nossas atitudes individuais e coletivas.
Pensar sobre a importância da data, ajudar para que soluções sejam encontradas para superar a crise socioeconômica. Preocupar-se com o Brasil antes de tudo, é isso o que nos leva a meditar na data da Independência. Caso contrário, não faremos jus à memória dos que nos legaram uma nação livre e democrática, apesar de todas as vicissitudes pelas quais passamos nestes 196 anos. A total Independência que almejamos depende demais de todos nós.
 
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