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Porto Alegre, quarta-feira, 05 de setembro de 2018.
Dia da Amazônia.

Jornal do Comércio

Opinião

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05/09/2018 - 01h00min. Alterada em 05/09 às 01h00min

História segura

Rute Milman
A data de 2 de setembro de 2018 ficará para sempre registrada como o dia em que o Brasil e o mundo empobreceram. O passado, o presente e o futuro ficaram reduzidos a cinzas. A tragédia que ocorreu no Museu Nacional da Quinta da Boa Vista demonstra, mais uma vez, o descaso com que a história, a cultura e o conhecimento são tratados em nosso País.
O fato de o museu necessitar, urgentemente, de verba para modernizar seu sistema de segurança e prevenção de incêndios ficou, durante cinco anos, sofrendo com a famosa burocracia brasileira. Cinco anos fatais. A liberação chegou tarde demais.
Se os R$ 520 mil destinados à conservação do museu tivessem sido repassados mensalmente, conforme o acordo firmado entre o governo e a instituição, certamente as condições físicas do prédio não estariam no estado em que se encontravam, e, talvez, portas corta-fogo, sprinklers, sensores de calor e outros mecanismos já estivessem instalados. O caos na administração pública é de tal ordem que sequer hidrantes são regularmente testados. Nos dois hidrantes mais próximos, as bombas estavam sem carga. A água teve que ser transportada de pontos mais distantes. E, para nos surpreender ainda mais, o museu não possuía alvará dos bombeiros para funcionamento. Felizmente, o incêndio ocorreu fora do horário de visitação.
Os prejuízos são incalculáveis e irrecuperáveis. Tomara que haja um seguro que, ao menos, permita a reconstrução do prédio e a reposição das peças do seu conteúdo. De resto, é partir do que foi possível recuperar e levar, talvez, mais 200 anos para coletar e expor uma nova história, não mais partindo de 1818, mas de 2018.
Museus são testemunhos da história, relatam o desenvolvimento das espécies, das sociedades, dos hábitos e costumes dos povos. São o relato do passado, que nos traz conhecimentos e ensinamentos para que possamos compreender o presente e estarmos mais preparados e sábios para viver o futuro.
Colecionadora de obras de arte
 
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