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Porto Alegre, quarta-feira, 22 de agosto de 2018.
Dia do Folclore.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Edição impressa de 22/08/2018. Alterada em 22/08 às 01h00min

Uma nova cultura alimentar

Mariana Lese Hoffmann
Desde a infância, a grande maioria de nós está inserida em uma cultura alimentar onívora, que consiste em uma dieta composta tanto por produtos vegetais como animais. Quando crianças, não temos capacidade para eleger o tipo de dieta que adotaremos para a nossa vida - são os nossos pais que realizam tal tarefa. Crescemos tendo compaixão por cães e gatos, mas comendo vacas, galinhas e outros animais, que são mortos para este fim. É contrassenso que uma sociedade que trata, cada vez mais, cães e gatos como membros da família, siga cultuando uma alimentação baseada no sofrimento ou morte de outros animais. Viciamos o nosso paladar, sentindo um prazer passageiro ao degustar uma carne assada ou um leite de vaca quentinho.
Por meio de pesada publicidade, a grande indústria nos leva a acreditar que precisamos de proteína animal para termos força e saúde. No entanto, com base em vasta fundamentação científica, já sabemos que uma dieta totalmente livre de produtos animais é possível e até indicada para uma vida perfeitamente saudável, trazendo benefícios como a diminuição de risco de diversas doenças (diabetes do tipo 2, alguns tipos de câncer, obesidade, infarto etc.). Eventuais carências nutricionais são observadas em qualquer tipo de dieta que não seja balanceada. Enquanto muitos preferem ignorar o que está por trás da alimentação que inclui produtos animais, com receio de se sentirem moral e eticamente impelidas a saírem de sua zona de conforto, um número crescente de pessoas está despertando para uma grande sensibilidade em relação ao sofrimento animal, mudando hábitos e transformando sua dieta para o veganismo. Até quando vamos aceitar tanto sofrimento desnecessário, apenas pelo simples prazer efêmero que um paladar viciado nos proporciona? Não se trata de oferecermos uma "morte humanizada" aos animais usados para o consumo humano, mas de repensarmos o "direito" de usurpar-lhes a vida, já que temos tantas outras opções nutricionais para uma vida saudável.
Advogada, especialista em Direitos Fundamentais
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