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Porto Alegre, segunda-feira, 20 de agosto de 2018.
Dia do Maçom.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Edição impressa de 20/08/2018. Alterada em 20/08 às 01h00min

Guerra comercial entre China e EUA já causa problemas

Com Donald Trump na presidência dos Estados Unidos da América (EUA), os norte-americanos e boa parte do mundo não podem se queixar de monotonia. Desde que assumiu a Casa Branca, o milionário empresário e ex-apresentador de TV vem enfrentando - e, muito mais, afrontando - tudo aquilo que julga prejudicar o seu país. Principalmente na área do comércio exterior. Até agora, poucos foram poupados, mas, em maior ou menor escala, têm que fazer concessões nas trocas com a ainda maior economia do planeta.
Trump diz o que pensa e na hora, incluindo-se, aí, atritos com alguns dos seus assessores - hoje, ex-assessores, eis que não resistiram às críticas públicas do então chefe maior. O que Trump quer é gerar empregos internamente e que os demais países comprem mais dos EUA, acabem com as barreiras tarifárias para os produtos produzidos pelo Tio Sam e, ao fim e ao cabo, diminuam o que ele considera brutais déficits contra os Estados Unidos. Trump tem denunciado até mesmo acordos feitos pelo seu antecessor, Barack Obama, com a retirada unilateral de tratados internacionais e acordos feitos com o apoio dos parceiros europeus. As brigas - pelo Twitter -, no entanto, têm uma peculiaridade: Trump tanto ataca como afaga seus oponentes. Grita, ameaça, mas não se nega a fazer negociações, como as que realizou com a Coreia do Norte, cujo presidente, ainda em 2018, era considerado um inimigo público universal e diabólico pela Casa Branca.
Agora, o Irã e a Turquia que o digam, em termos de ameaças comerciais. Mas, por uma questão de justiça, deve-se salientar que os parceiros europeus, sempre alinhados com os norte-americanos - inclusive nas guerras -, também estão irritadiços com as falas ou mensagens em redes sociais disparadas por Donald Trump.
Porém, a briga mais forte para Trump será com a China, a segunda maior economia global e a caminho de ser a primeira, caso Washington não consiga brecar os avanços mundiais dos produtos dos mandarins.
Os chineses reagem, e o governo de Pequim prepara-se para uma guerra comercial prolongada com os Estados Unidos, se preciso, enquanto os norte-americanos desejam resolver as divergências logo.
Acontece que os chineses têm instrumentos de pressão, pois são os principais importadores globais de soja, o maior mercado para automóveis e telecomunicação, e os que possuem a economia ligada à internet que mais cresce no mundo. A economia dos EUA cresceu 4,1% no segundo trimestre de 2018, após medidas exaustivas como o corte de impostos, mas analistas julgam que esse avanço não terá fôlego por muito tempo. Enquanto isso, a economia da China cresceu 6,8% no mesmo período, como resultado de várias medidas para desacelerar.
Dessa forma, a China está deixando uma era de grande dependência das exportações para crescer e diz que, no futuro, a economia norte-americana dependerá mais da chinesa do que o contrário.
Culminando com sua política de dizer o que pensa, Trump não poupou a imprensa do seu país, indicando que ela fabrica as hoje populares fake news (notícias falsas) só para desacreditá-lo. Centenas de jornais norte-americanos publicaram, conjuntamente, editoriais contra isso, repudiando o que Trump fala. Para eles - como sempre defenderam -, a liberdade de imprensa é sagrada e tem ajudado a desvendar muitos atos errados no governo de Washington, inclusive com o então presidente Richard Nixon, no famoso caso Watergate, de espionagem na sede de partido oposicionista, escândalo que levou à renúncia de Nixon. E o Brasil não quer entrar na briga com dois importantes parceiros comerciais. Faz muito bem.
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