Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 17 de agosto de 2018.
Dia do Patrimônio Histórico.

Jornal do Comércio

Opinião

COMENTAR | CORRIGIR

artigo

Edição impressa de 17/08/2018. Alterada em 17/08 às 01h00min

Inovar é questão de sobrevivência

Heitor Klein
As quedas consecutivas nos índices de desempenho da indústria brasileira, especialmente na de manufaturados, já não podem ser vistas apenas como um produto do custo Brasil e de todos os problemas de competitividade - já debatidos quase à exaustão. Precisamos, enquanto empresários, fazer a lição de casa: inovar para sobreviver. Em recente entrevista, o consultor de Inovação da Abicalçados, Alexandre Peteffi, trouxe dados preocupantes: a) desindustrialização brasileira, acelerada desde a década de 1980, quando a indústria chegou a responder por 20% do PIB, sendo que hoje esse índice é pouco mais do que 11%; b) a indústria brasileira é uma das menos inovadoras do mundo, sendo que, nesse contexto, a cadeia coureiro-calçadista responde apenas por 6% do total investido em inovação no âmbito da manufatura nacional.
O dado é ainda mais perturbador se comparado ao registrado em outros países, inclusive os em desenvolvimento. Quando se trata de automação no parque fabril, tema fundamental para a competitividade da indústria, o Brasil aparece na 39ª posição do mundo, com apenas 10 robôs para 10 mil empregados, dado que nos coloca abaixo de países como Argentina e México. A China é o maior exemplo de sucesso em inovação. Há duas décadas, o país asiático era outro. Investia apenas 0,6% do PIB em inovação, enquanto o Brasil investia 1% da receita bruta. Hoje, a China investe mais de 2% do PIB e tem 68 robôs a cada 10 mil trabalhadores. O Brasil investe míseros 0,6% do PIB no quesito, ou seja, conseguimos diminuir o investimento quando mais precisávamos dele. Resultado: a China, que no início dos anos 2000 era a 6ª economia do mundo, se encaminha para ser a principal economia mundial em breve. E o Brasil onde está? Como entidade representativa de um setor tão relevante para a economia nacional, presente com força em 10 estados brasileiros e gerando 300 mil empregos diretamente, não podemos nos furtar de instigar o empresário para esse tipo de investimento, para que, quando as condições econômicas para uma reação da demanda estiverem restabelecidas, voltemos a crescer com bases sólidas e sustentáveis.
Presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia