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Porto Alegre, quarta-feira, 01 de agosto de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Alterada em 01/08 às 01h00min

Políticos baixaram o seu próprio salário

Marcin Zatyka
Se a demonstração de riqueza por parte dos políticos não é vista com bons olhos praticamente no mundo inteiro, nos países ex-comunistas pode custar muitos votos. Na Polônia, a maioria dos partidos tenta impressionar os eleitores mostrando-se próximo do cidadão comum, tanto no estilo de vida como nos salários. Mais de quatro décadas de propaganda comunista, fez com que na população permaneça a convicção de que "todos deviam ser iguais" (embora a maioria dos membros do regime não tenham tido uma vida humilde).
Desde 2005, quase em todas as campanhas eleitorais, os maiores partidos parlamentares, Partido Lei e Justiça (PiS) e Plataforma Cívica (PO), procuram mostrar quem terá melhor desempenho como especialista na "vida real" do polonês médio. Há uma década, o atual chefe do Conselho da Europa, Donald Tusk, examinou durante um dos debates televisivos o líder do PiS Jaroslaw Kaczynski sobre os preços de produtos nas lojas. Dois outros deputados destes partidos participaram na experiência radical organizada por um diário polonês de como sobreviver um mês com os € 120.
A competição entre os dois partidos continua, e os conservadores de Kaczynski parecem ganhar.
Mesmo após dois anos no poder, têm mais apoio do que no dia de sua vitória eleitoral em outubro 2015 (37,5%). O fenômeno surge após programas pró-sociais (p.ex. subsídio às famílias com mais do que um filho - € 150 mensais por filho a partir do segundo) desenvolvidos pelo governo em Varsóvia.
A transparência na política tornou-se o ponto principal do programa político PiS antes das eleições autárquicas no próximo outono. O líder conservador e o seu partido, em maio, realizaram votação parlamentar sem precedentes na história da UE sobre a redução dos seus próprios salários baixando-os em 20%, para € 1,8 mil. A nova lei entrou em vigor em julho.
Jornalista polonês
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