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Porto Alegre, sexta-feira, 27 de julho de 2018.
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Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

27/07/2018 - 01h00min. Alterada em 27/07 às 10h35min

Negativismo dos brasileiros

Neusa Demartini
Brasileiro procura sempre salientar o lado negativo do País. Uma vez, quando fui fazer meu mestrado em Madri, na Escuela Superior de Estúdios de Marketing, fui convidada a fazer parte de uma mesa redonda de jornalistas correspondentes internacionais. Eu publicava algumas matérias em jornais gaúchos, mas estava lá com bolsa da Capes, e era professora concursada pela UFSM. A mesa redonda era na Universidad Complutense de Madrid. Lá fiz também meu doutorado, 10 anos depois. Um jornalista suíço falou sobre alguns anos que passara no Brasil como correspondente. No seu depoimento salientou o desprezo com que a imprensa brasileira trata o Brasil, e que só procura publicar fatos negativos.
Então comecei a observar com mais atenção como a imprensa europeia falava de si mesma. E era muito diferente de nós. Fui roubada cinco vezes na Espanha. Aqui em Porto Alegre, nunca! Vários turistas são roubados na Espanha, na França, na Itália. Não sai nada na mídia! Um europeu não publica o que denigre seu país. Aqui adoram publicar! Então eu vejo somente hoje, na mídia daqui, que Neymar mantém uma instituição beneficente no Brasil aqui. Mas poucos sabem. A nossa mídia só divulga o que estrangeiros fazem. Cristiano Ronaldo faz e tem divulgação sistemática em todos os nossos meios.
E gaúcho ainda é pior. Ninguém pode fazer sucesso fora do Estado que é crucificado. Temos exemplos bem claros: Elis Regina na música e Gonzaga na escultura. Gonzaga teve sala especial na Bienal de São Paulo em 1991. Ganhou duas vezes o prêmio da Trienal da Escultura em São Paulo. E o que faz a mídia gaúcha? Nada. Prata da casa não pode fazer sucesso fora. Ou, o que acho mais plausível: faltam críticos de arte e jornalistas mais abertos a cosmopolitismos. O mundo não é assim, pequenino, do tamanho do nosso bairro.
Jornalista
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