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Porto Alegre, quinta-feira, 19 de julho de 2018.
Nelson Mandela Day.

Jornal do Comércio

Opinião

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Edição impressa de 19/07/2018. Alterada em 19/07 às 01h00min

Esperança na indústria naval

Fábio Branco
A indústria naval, que chegou a empregar 20 mil trabalhadores em Rio Grande e São José do Norte e agonizou nos últimos anos a partir da crise na Petrobras, ganhou uma boa dose de esperança nas últimas semanas. Um dos motivos é a aprovação do PLC 117, que autoriza o Rio Grande do Sul a aderir ao novo Repetro, regime aduaneiro que suspende a cobrança de tributos federais na importação de equipamentos utilizados na pesquisa, fabricação e montagem de plataformas de petróleo e gás.
Essa nova versão do Repetro é benéfica ao Rio Grande do Sul por dois motivos. Primeiro por aumentar a necessidade de conteúdo local de 25% para 40% na construção das plataformas. O segundo ponto é que a operação deixou de ser isenta de ICMS e passou a ser tributada em 3%, o que trará incremento na receita do Rio Grande do Sul.
Essa adesão ao Repetro foi solicitada no início de junho ao governador José Ivo Sartori (MDB) pela direção da EBR - Estaleiros do Brasil. O governo foi ágil, articulamos junto aos deputados e a proposição foi aprovada menos de um mês depois na Assembleia Legislativa. A expectativa da EBR é concluir negociações que já estavam em andamento para a fabricação de módulos de plataformas. Isso representa a retomada da atividade no estaleiro de São José do Norte, com previsão de gerar, ainda esse ano, cerca de 2 mil novos empregos.
Outro fato novo é a recuperação judicial da Ecovix, empresa dona do Estaleiro Rio Grande. A assembleia dos credores aprovou o Plano de Recuperação e dá uma nova perspectiva à estrutura, que é uma das mais modernas do mundo.
Não podemos vender a falsa ilusão de que toda a pujança do Polo Naval e seus milhares de empregos retornarão em breve. Mas há, sim, uma luz no fim do túnel para o setor de óleo e gás no Estado!
Deputado estadual (MDB), ex-prefeito de Rio Grande
 
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