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Porto Alegre, quarta-feira, 18 de julho de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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18/07/2018 - 01h00min. Alterada em 18/07 às 01h00min

Colégio Alberto Bins

Conceição Maria Rocha
Passada a efervescência e alienação dos jogos da Copa, começará o período eleitoral. Os detratores do atual gestor apresentarão, como carro-chefe, o fechamento de escolas: seis neste ano, por "falta de alunos!". Atuo na grande Cruzeiro, junto com outros educadores, de confissão luterana. Não tenho preconceito com qualquer tipo de credo, por ser Franciscana, e quem opta por seguir o legado, deixado por São Francisco, tem posição, perante a sociedade: somos todos irmãos! O repúdio da população, na Vila dos Comerciários, ao Alberto Bins durante o longo período de rematrícula, foi a forma que acharam de dar um "basta aos desmandos e demais abusos", incluindo a má qualidade de ensino, como criança no terceiro ano, porém analfabeta, de parte do corpo docente, da referida escola pública estadual. O governo federal distribui um tipo de esmola, que obriga os pais a comprovar a frequência em aula de seus filhos para recebê-lo.
O controle, em geral, é feito através das Unidades de Saúde, por meio de carteiras de vacinação. Ora, este tipo de esmola, para quem é pobre e vive de salário-mínimo, faz diferença! Então, seria ingênuo pensar que, voluntariamente, abririam mão da esmola, recebida do governo... Então, como se explica o repúdio ao Alberto Bins, escola com infraestrutura completa, com laboratório de primeira, com pátio para prática de esportes, na estrada da Vila dos Comerciários, na frente do Postão 3, do SUS?
Resposta: O longo "descanso remunerado" (fora do período de férias), que completou 97 dias, sem recuperação (efetiva), porque nunca houve fiscalização da Seduc sobre falta de conteúdos! Outras escolas, da periferia, também descansaram (durante um mês ou mais), porém não obedeceram ordens, impostas pelo Sindicato, para prosseguir com a farra, até o final do ano. Estive no IBGE, para saber se houve diminuição da natalidade nas vilas. Estive na Seduc para saber como foi efetivada a fiscalização, sobre a recuperação, com planos/provas sobre os 97 dias parados e pagos. Resposta evasiva... Como profissional, quis saber em que termos houve o acordo com o Sindicato, perguntei se havia documento para consulta. Resposta evasiva... O Sindicato é superior e manda mais que a própria Seduc!
No IBGE, recebi informação que não há registro de baixo índice de natalidade. O mesmo foi confirmado no Postão 3. Este até informou que parturientes com pouca idade, ou seja, gravidez de risco, são encaminhadas para o Hospital Presidente Vargas, que detém especialização. Portanto, meninas continuam parindo! Há também um prédio, anexo ao do Alberto Bins, em que funciona uma Escola de Educação Infantil, mantida pela prefeitura.
Ratifica-se: o "pessoal da vila" sempre responde com dignidade, garra e alta dose de compreensão ao que deles se espera, quando se trabalha para o bem de seus filhos. Merecem todo nosso respeito.
Advogada e professora
 
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