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Porto Alegre, terça-feira, 17 de julho de 2018.
Dia de Proteção às Florestas .

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Notícia da edição impressa de 17/07/2018. Alterada em 17/07 às 01h00min

Trump e Putin podem dar esperanças ao mundo

Encontros de líderes mundiais ocorrem desde muito tempo. Entre uma guerra e outra, geralmente, quando, após mortandades escandalosas, dirigentes, geralmente com idades provectas, tratam de acabar com algo que sequer deveria ter sido iniciada, ceifando a vida de milhares, ou mesmo milhões, de pessoas. Isso vem de longe, de séculos. Assim, novamente, houve encontro de dois líderes, Donald Trump, dos Estados Unidos, e Vladimir Putin, da Federação Russa, antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).
Embalado pelo sucesso da Copa do Mundo, pelos mais de 1 milhão de turistas antes e durante o torneio, Putin tratou de estender, até o final de 2018, o visto para quem esteve na Copa do Mundo da Rússia.
A Federação Internacional de Futebol Associativo (Fifa), oficializou que esta foi a melhor de todas as copas. Também comparou, para tristeza nossa tanto pelo resultado contra a Alemanha quanto as confusões que ocorreram, com a prisão posterior de dirigentes maiores do nosso futebol por desvios de conduta, com a Copa de 2014.
Não há como negar, a Federação Russa saiu desta Copa com uma outra imagem e será mais um roteiro turístico bem procurado, além daqueles tradicionais. A Rússia do socialismo radical, tudo indica pelos patrocínios de multinacionais norte-americanas estampados em todos os estádios do certame, além de outras marcas gigantes globais, que a era comunista, na sua essência original, ficou para trás.
Na partida final ainda houve alguns protestos pela falta de liberdade. Porém, convenhamos, durante a Copa não foi o que se viu. Mas, agora, o que interessa é que o encontro de Helsinque, na Finlândia, entre Trump e Putin traga resultados, como os dois mandatários prometeram. Desarmamento nuclear total, conforme noticiado seria um dos assuntos e uma meta a ser alcançada.
Desde a Segunda Guerra Mundial, quando a então URSS e os EUA lutaram conjuntamente contra as forças do chamado Eixo: Itália, Alemanha e Japão; os dois lados, buscando levar vantagem na proclamação dos seus modelos, muito antagônicos, entre comunismo e capitalismo, travaram guerras em outros países, escudando aliados. Assim foi na Guerra da Coreia, de 1950 a 1953, e que acabou com o país dividido, e que recém-conseguiram tratar do assunto visando uma solução. Depois, a Guerra do Vietnã, que também separou aquele país, mas agora não só unificado como recebendo, com boas-vindas, os senhores da guerra dos EUA, décadas após o fim do conflito.
É um mundo em que os países mais fortes economicamente tratam de se armar com vistas a proteger os seus interesses. Nem sempre defensáveis, às vezes escusos, mas a humanidade convive com isso.
Enfim, espera-se que deste encontro, mais um entre tantos ocorridos antes com outros presidentes e líderes de ambos os lados, seja possível uma convivência sem uso de armas, mas apenas com argumentos. Discursos e ações práticas, sem ameaças entre ambos os lados, como tem sido, através dos tempos e mesmo ultimamente, o diálogo das grandes potências. Resta esperar o resultado.
A China, pelo menos economicamente, vem se expandido ano após ano e caminha para a liderança neste segmento. O sonho é ter um mundo mais calmo, sem tanta desigualdade social e ameaças. É o desejo de todos os de boa vontade na Terra. Mas, só o tempo nos dirá dos bons resultados, ou não, de Helsinque.
 
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