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Porto Alegre, sexta-feira, 13 de julho de 2018.
Dia do Engenheiro de Saneamento e Dia Mundial do Rock.

Jornal do Comércio

Opinião

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Editorial

Notícia da edição impressa de 13/07/2018. Alterada em 13/07 às 01h00min

Vendas fracas antecipam liquidações no comércio

Não se pode culpar, não exclusivamente, a greve dos caminhoneiros pelas fracas vendas em todo os setores, do imobiliário, passando por indústria, comércio e chegando até mesmo aos serviços em geral. Mas o fato é que a escassez de compradores fez com que o comércio varejista antecipasse as liquidações de inverno. Incluindo o Rio Grande do Sul, quando, após uma espera além do normal, o frio tenha chegado e ficado. Assim, as liquidações de inverno deste ano ocorrem com maior quantidade e variedade de mercadorias ofertadas em relação ao ano passado. Apesar de o chamariz de vendas serem itens de vestuário, neste ano, as liquidações incluem eletroeletrônicos, eletrodomésticos, livros e até joias.
Porém dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) dizem que, na contramão da queda de 6,6% da atividade da indústria em maio ante igual mês de 2017, ocorreu alta de 2,2% no varejo na mesma base de comparação. É claro que o comércio teve a vantagem de o mês de maio ser tradicionalmente importante nas vendas por conta do Dia das Mães, o que ajudou a minimizar os impactos negativos da greve dos caminhoneiros.
Líderes lojistas dizem que a greve dos caminhoneiros encolheu o fluxo de consumidores nas lojas e diminuiu o ritmo de vendas durante os 11 dias de paralisação. Por isso sobraram mais produtos nos estoques do comércio. O resultado desse encalhe foi que, na virada do semestre, boa parte das lojas já estava em liquidação, na tentativa de tirar o atraso nas vendas ocorrido em maio.
Para eles, as liquidações deste ano estão ocorrendo na mesma época das do ano passado, seguindo a antecipação que já vem há algum tempo. A diferença é que, em 2018, há um volume maior de produtos em promoção. Bom para os consumidores ainda com alguma folga no orçamento e que podem aproveitar os preços em queda, evidentemente. Porto Alegre está em linha com o que é visto, por exemplo, em São Paulo, geralmente onde os movimentos começam e se espalham pelo Brasil.
Nos centros comerciais, os shopping centers, os artigos de vestuário para o frio fazem com que as ofertas sejam mais agressivas. Nos eletroeletrônicos, a expectativa era vender muita televisão por causa da Copa, mas isso não ocorreu na proporção desejada, com a saída do Brasil. Por isso, os descontos nesse segmento são elevados. Em algumas lojas de rede, o desconto nos preços das televisões chega a 50%. E nem mesmo a disparada do dólar inibiu lojas de baixarem entre 20% e 83% o preço dos games, por exemplo.
Em alguns shoppings, os descontos, em âmbito nacional, chegam a 70% neste ano nas liquidações de inverno. Assim, liquidação agora é a palavra de ordem para os lojistas e o comércio em geral. Campanhas de ofertas mais baixas são ditadas rapidamente para gerar aumento das vendas e fluxo de visitantes. Alguns shoppings planejam uma liquidação conjunta em agosto, depois do Dia dos Pais. É uma data de boas vendas, com tradição.
E, cada vez mais, os lojistas fazem liquidação por conta própria, nem sempre com um comando de entidades do setor. É que a liquidações coordenadas, que eram frequentes quando o mercado vendia bem, hoje são mais difíceis de ocorrer, por causa da competição acirrada entre lojistas e da dificuldade de se chegar a um acordo sobre o nível de descontos.
E se o lojista não fizer liquidação quando o vizinho faz, fica com a loja congelada. Como os consumidores estão dando um tempo nas compras, em razão das incertezas que existem em relação à economia e ao cenário político e eleitoral, liquidar é preciso.
 
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