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Porto Alegre, quinta-feira, 12 de julho de 2018.
Dia do Engenheiro Florestal.

Jornal do Comércio

Opinião

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12/07/2018 - 01h00min. Alterada em 12/07 às 01h00min

O que acontece com o futebol brasileiro?

José Maria Rodrigues de Vilhena
Há 40 anos, as crianças jogavam bola nas ruas e o futebol de várzea reunia gente de todas as classes sociais em muitíssimos times amadores e torcedores. O mundo mudou, mudou o Brasil e as ruas foram ocupadas por carros e malfeitores, os campos de várzea desapareceram pela ocupação imobiliária, acontecimentos decisivos para redirecionar o esporte bretão nas terras brasilis.
A habilidade natural com a bola, desenvolvida na liberdade das peladas e a consequente alegria de brincar no esporte desapareceram, acabou a integração de jovens em condições sociais díspares, já que a prática do jogo foi condicionada a escolinhas e categorias de base dos grandes clubes ou empresas formadoras de jovens atletas. E foi isso, o futebol perdeu o lúdico e virou negócio. O globalismo tornou-o uma área de investimentos e lavagem de dinheiro. Neste espaço, muita gente ganha dinheiro e prestígio, entre elas, os futebolistas profissionais, carreira sonhada e fantasiada por meninos pobres sem outra saída para o destino de uma vida financeira precária. Perspectiva cruel, onde o resultado pretendido só é alcançado por reduzida minoria. Tal realidade na sociedade brasileira fez com que a nossa prática futebolística perdesse a inteligência e a habilidade física, predicados substituídos pelas táticas exigidas na época errada de formação, o preparo físico, a ofuscante ambição de ganhar dinheiro e holofotes.
Assim, num ambiente assentado sobre estes valores e envolvido por mitos criados por uma mídia esportiva conivente com a situação e moldada no politicamente correto, o resultado não poderia ser outro: o futebol brasileiro mediocrizou-se, tornando-se apenas mais um no picadeiro do circo global. Portanto, quando sofremos reveses acachapantes, buscar as razões nos erros do treinador, performances ruins deste ou daquele atleta, não passa de elucubração estéril cuja resultante é criar mais e mais entretenimentos no show.
Engenheiro e amante do futebol
 
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