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Porto Alegre, sexta-feira, 06 de julho de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 06/07/2018. Alterada em 06/07 às 01h00min

Em busca da previsibilidade

Fernando Luiz Zancan
O mundo das commodities é pautado pelo mercado e pelo câmbio, que são variáveis. Quando se interfere nas regras de mercado temos problemas, vide a saúde financeira da Eletrobras e Petrobras.
Nos combustíveis fósseis, o petróleo e o gás natural têm seus preços ligados umbilicalmente e estão sujeitos a humores geopolíticos, diferente do carvão mineral, que é produzido em mais de 70 países e tem seu preço mais estável. O preço do petróleo Brent, em 2018, aumentou cerca de 50%, o maior crescimento em 70 anos, e com a valorização do dólar frente ao real, afetou o Brasil. A falta de uma política pública de ajuste da variabilidade, via tributos federais e estaduais, faz com que se queira interferir novamente na lei de mercado. No caso do Gás Natural Liquefeito (GNL), os preços também variam pelo aspecto sazonal (inverno e verão no Hemisfério Norte). Em 2018, no mercado asiático, o preço cresceu 80 % devido aumento da demanda chinesa que está ampliando seu uso. Analistas afirmam que pode crescer ainda mais com a chegada do inverno. No Brasil, a matriz de geração de energia elétrica está sendo conduzida esquecendo da busca da previsibilidade. Com leilões de energia nova, permitindo e financiando o uso de GNL que tem o repasse do preço da commodities ao custo da luz, estamos dolarizando a nossa conta e diminuído a sua previsibilidade. Deixamos de lado, por políticas públicas (falta de financiamento) que discriminam o uso do carvão nacional, além da previsibilidade de preços, o incentivo ao crescimento da econômica nacional, via uso de bem mineral dos brasileiros. Precisamos rever as estratégias nacionais, diversificar modais de transporte, a nossa matriz energética e elétrica, usar recursos que venham a dar mais previsibilidade de preços e não interferir nas leis de mercado. A não intervenção no mercado e a diversificação, velhas máximas de nossos avós, darão a segurança e a previsibilidade que desejamos, com um menor custo para a sociedade.
Presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral
 
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