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Porto Alegre, sexta-feira, 29 de junho de 2018.
Dia da Telefonista.

Jornal do Comércio

Opinião

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29/06/2018 - 01h12min. Alterada em 29/06 às 01h00min

Os reflexos da greve dos caminhoneiros

Marcos Peliçoli
A greve dos caminhoneiros, ocorrida no mês de maio, foi mais que a mobilização de uma categoria, ela teve apoio de grande parte da população e refletiu a insatisfação com os altos preços dos combustíveis, com a carga tributária excessiva e a corrupção tão presente em nosso país.
O governo, num primeiro momento, subestimou os efeitos da paralisação massiva de uma categoria tão importante, em um país de dimensões continentais, que é altamente dependente do transporte rodoviário, por uma falta de planejamento ao longo de gerações, e que não possui uma malha ferroviária adequada. À medida que os bloqueios foram se mantendo e a circulação de produtos era cada vez mais restrita, o governo teve que fazer concessões para acabar com a forte mobilização, que acumulava prejuízos para todos os setores da sociedade.
O problema é que o governo tomou algumas decisões sem avaliar as consequências, uma das ações que mais estão impactando o mercado é a manutenção da tabela mínima do frete, esta tabela é contestada inclusive por transportadores, com essa ação está interferindo num mercado de livre negociação, e isto ocasionou um aumento de mais de 50% no valor dos fretes. Com esta tabela em vigor, já estamos vendo os preços de vários produtos aumentarem, desde alimentos, itens de consumo até insumos industriais; e, se esta tabela não for revisada, os preços de vários produtos vão aumentar ainda mais.
Diretor do Sindicato do Comércio Atacadista de Louças, Tintas e Ferragens de Porto Alegre
 
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