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Porto Alegre, quarta-feira, 27 de junho de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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27/06/2018 - 01h11min. Alterada em 27/06 às 01h00min

Neuroeconomia, a verdadeira economia?

Alexandre Rodrigues e Rafael Stefani
A Neurociência é o grande avanço da ciência moderna. Atualmente esse campo interage e influencia outras ciências, incluindo a economia tradicional dos ambientes acadêmicos, que já sofre as consequências dessa aproximação. Para a economia tradicional, racionalidade e a lógica são os alicerces fundamentais, porém seus seguidores neoclássicos estão sendo confrontados pelas influências neurocientíficas e os complexos requisitos emocionais que envolvem o consumidor e sua decisão. Este viés, digamos, mais emocional aumenta o interesse sobre o comportamento humano iniciado com os Nobéis de Economia Herbert Simon, Daniel Khanneman e Richard Thaler, em 2017, demostrando uma linha de requisitos mais subjetivos aos cálculos.
No final do século XIX, a Revolução Industrial traz um importante passo, a produção em massa, e melhor, o nascimento de novos empreendedores com variedades para o consumidor. Com opções, novos requisitos entram em cena, como o "status", que é subjetivo e não consegue ser explicado simplesmente pelo equilíbrio entre "oferta e procura".
A neurociência compreende que nossa evolução se deu através da satisfação de desejos imediatos mais básicos, como: o alimento (energia), a fuga (manter-se vivo) e a reprodução (perpetuar a espécie). Não há racionalidade nestes três fatores básicos, pelo contrário, é o que a psicodinâmica chama de "instintos naturais e relacionais", como um programa básico comportamental vindo de fábrica, semelhante a qualquer outros ser vivo na terra que busca garantir sua permanência neste mundo. Paul Maclean já nos explicou, nos anos 1970, que nosso cérebro vem sendo moldado há 550 milhões de anos, mas o "upgrade" racional possui apenas 80 mil anos, logo, para o campo fértil da neurociência, ainda estamos longe de desvendar por completo como são elaboradas as decisões complexas, mas há uma certeza: que elas não são essencialmente calculadas como continuam prescrevendo os economistas.
Professores universitários
 
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