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Porto Alegre, sexta-feira, 29 de junho de 2018.
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Opinião

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Notícia da edição impressa de 18/06/2018. Alterada em 18/06 às 08h10min

Sulgás não é um mau negócio

Jeferson Fernandes
Inúmeros são os esforços do governo Sartori (MDB) para desvalorizar o patrimônio público e vendê-lo abaixo do preço que vale. E é justamente a falta de dinheiro a desculpa para a venda. Banrisul e Sulgás são exemplos disso. Mas o que motiva um governo a estimular o seu próprio prejuízo? Por que este governo insiste em vendê-la como um mau negócio?
No caso da Sulgás, o governo propunha a votação da PEC da Privatização para poder vendê-la e, ao mesmo tempo, um projeto de lei para regulação do mercado de gás, retirando direitos de comercialização da empresa, o que resultará em grande redução no seu valor de venda. A "estratégia" de desvalorização também está presente nas insistentes propagandas de governo e discursos depreciativos.
Mas os dados comprovam a eficiência da empresa. Nos últimos sete anos, a Sulgás apresentou lucro de R$ 518,25 milhões; gerou R$ 413,69 milhões em dividendos para o Estado nos últimos 13 anos. Em 2016, foi eleita a empresa mais rentável do Brasil no segmento de petróleo e gás, sendo que sempre investindo com recursos próprios. Além disso, atua como reguladora natural de preços no mercado.
A eficiência da Sulgás também foi amplamente reconhecida no segmento: 1º lugar em desempenho financeiro no setor de energia, segundo revista nacional, em 2017; 3º lugar em desempenho financeiro entre as 300 melhores empresas do País, também de acordo com revista nacional, em 2017; 3ª melhor distribuidora de energia do Brasil, de acordo com levantamento igualmente de revista, em 2016.
Ao ter de admitir ao menos que a Sulgás é lucrativa, o governo passou a argumentar que, com um ente privado no setor, o retorno em ICMS seria maior. Mas não disse como. E deixou de dizer que empresas privadas não investem com foco no pagamento de impostos (ICMS) ou no desenvolvimento do Estado. Muitas destas obtêm isenções fiscais e sonegam os impostos devidos. Então, por que desvalorizar uma empresa valiosa? Por que vender a Sulgás? Entregar patrimônio público a preço baixo já é prática do atual governo. A venda das ações do Banrisul, comercializadas por valor 31% abaixo da cotação, provam isso. Fica, porém, o questionamento: por que Sartori insiste em concretizar mais um péssimo negócio para o Rio Grande do Sul e um benefício para alguns empresários?
Deputado estadual (PT)
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