Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 29 de junho de 2018.
Dia da Telefonista.

Jornal do Comércio

Opinião

COMENTAR | CORRIGIR

artigo

Notícia da edição impressa de 15/06/2018. Alterada em 15/06 às 15h42min

Desordem e retrocesso

Karim Miskulin
Ordem e progresso parecem não ser as palavras que estampam a nossa bandeira. Quando estávamos entrando em um ciclo positivo, com inflação sob controle, taxa de juros caindo, governança nas estatais e investidores animados, lá veio a greve de caminhoneiros para acabar com o otimismo e nos levar novamente ao passado. Quem poderia imaginar que, após os prejuízos incalculáveis pelo uso político das estatais nos governos Lula e Dilma, veríamos o Brasil pedindo mais intervencionismo na Petrobras e mais concessão de subsídios? A greve - que de início parecia justa e depois se perdeu nos propósitos - deveria servir para mostrar o quão caro pagamos pelos governos populistas que elegemos.
O brasileiro se tornou um egoísta, alguém que não se preocupa com o bem comum e com o futuro além do imediato. Aquele que bloqueia as estradas e exige justiça, não raramente, é o mesmo que mente para ganhar ações trabalhistas, antecipar a aposentadoria, conseguir falsos atestados, pagar menos impostos. Clama por verdade, transparência e ética, mas desde que venha dos outros. O povo finge que quer progresso, segurança jurídica e liberdade, porém acaba exigindo mais subsídios e intervenção militar. Pede um País mais justo, competitivo, moderno, eficiente, mas não percebe que quanto maior for o Estado e quanto mais estatais tivermos, menos promissores e livres seremos. É matemático. A população quer derrubar o presidente e o Congresso e acabar com os políticos, mas não sabe quem colocar no lugar.
Não existe governo corrupto e incompetente com um povo ético e trabalhador. Ora, temos exatamente o que somos. Se o brasileiro quer mudar, precisa - antes de eleger um novo Congresso e um novo presidente, sejam eles de centro, direita ou esquerda - decidir afinal quem é e o que quer. Ou, então, colheremos apenas desordem e retrocesso.
Cientista política 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia