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Porto Alegre, quinta-feira, 07 de junho de 2018.
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Jornal do Comércio

Opinião

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07/06/2018 - 00h51min. Alterada em 07/06 às 02h00min

Emprego e renda

João Pedro Casarotto
A automação e a financeirização da economia têm provocado alta concentração de renda e acentuada diminuição de postos de trabalho. A automação, com suas máquinas, robôs e softwares cada vez mais eficazes, veio para ficar, já que a sua inafastabilidade é consenso. A financeirização - como renda não gera renda indefinidamente - é uma bolha que ainda se mantém por estar sendo alimentada pelo governo central, via aumento da dívida pública federal. Escondida por registros contábeis atécnicos - a contabilização de despesas correntes como despesas de capital e a adoção dos falaciosos e distorcidos superávits e déficits primários -, essa dívida passou, nos últimos 20 anos, de 3,4 para 7,2 vezes a receita corrente líquida anual da União.
Por isso é crescente a massa de jovens que não obtêm renda para atender aos apelos de consumo que lhes são dirigidos, o que os leva ao subemprego, à frustração, à revolta, à violência, ao individualismo e ao hedonismo. A atual deterioração social e econômica impõe que os gestores eleitos deixem de só administrar as suas carreiras políticas para se preocuparem com o desenvolvimento do brasileiro, começando com três medidas.
Os senadores devem fazer o tema de casa que a Lei de Responsabilidade Fiscal lhes impõe desde o ano 2000, que é o de estabelecer um limite para o crescimento da dívida pública federal que vem esterilizando grande parte da moeda em circulação com altos juros desestimuladores do investimento produtivo. O Congresso Nacional deve aprovar o PLS 561/2015 - que encerra a desestruturante dívida dos Estados com a União contratada em 1998 - e promover a imediata distribuição da renda que enormes corporações vêm concentrando de forma desmedida, como, por exemplo, os bancos e as mineradoras. Senhores gestores públicos, renda e emprego são fundamentais para o desenvolvimento do Brasil.
Auditor
 
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