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AGRO Notícia da edição impressa de 13/05/2022. Alterada em 13/05 às 03h00min

Produção de caqui ganha destaque em Campestre da Serra

Com quase 100 produtores, fruta é uma das protagonistas do município, apesar de possível queda na colheita

Com quase 100 produtores, fruta é uma das protagonistas do município, apesar de possível queda na colheita


/Aldoir Santos/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Os produtores de Campestre da Serra estão chegando na metade do período de colheita do caqui. A safra deste ano deverá ser menor do que a anterior, porém, a fruta apresenta mais qualidade. A redução de volume varia entre 25% a 35%.

De acordo com a secretaria da Agricultura, a estimativa é que sejam colhidas em torno de quatro mil toneladas, com destaque para as variedades Kyoto e Fuyu. No município são em torno de 95 produtores que cultivam caqui em 200 hectares. A maioria está na região da Serra do Meio.

Na capela Nossa Senhora das Graças encontra-se a Associação dos Produtores de Hortifrutigranjeiros de Campestre da Serra. A Aprocamp foi fundada em 2004, e possui 12 famílias associadas. O presidente Geromildo Castagna destaca, no entanto, que o número de famílias envolvidas de alguma forma na produção de frutas chega a 20. A associação possui um espaço com  quatro câmaras frigoríficas para frutas, destinadas ao armazenamento em atmosfera controlada.

Neste mesmo espaço é feita a classificação e a embalagem da fruta. Castagna salienta que deverão ser recebidas 600 toneladas de caqui este ano, mas o local  tem capacidade para armazenar até 800 toneladas de frutas. "Nossos maiores clientes estão nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso", relata o presidente. O caqui pode ficar nas câmaras até pelo período de 70 dias sem sofrer perdas na qualidade da fruta.

O presidente da entidade revela ainda que as projeções de crescimento feitas para a associação até 2025 já foram alcançadas. "Tivemos que ampliar a estrutura física aqui para atender a demanda. Faz três anos que construímos mais um pavilhão", afirma. O modelo de negócio, implantado através da união de diversos pequenos produtores que possuem entre seis e 12 hectares, agregou valor ao produto. O preço desse ciclo está entre 30 a 40% superior ao que foi praticado em 2021, com preço médio de R$ 3,00 o quilo, e a Associação possui um selo há mais de 10 anos que serviu para consolidar a presença no mercado.

O presidente informa que para reduzir custos foi implantado um sistema de energia solar no pavilhão. Castagna adianta que estão sendo implantados pomares de frutas cítricas, como bergamota e limão siciliano, para otimizar a estrutura na entressafra das frutas, que é de julho a novembro. No ano que vem já deverá ser classificada e embalada a safra de citrus, que está sendo cultivada pelos produtores inicialmente em oito hectares.

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