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TRABALHO Notícia da edição impressa de 04/10/2021. Alterada em 04/10 às 03h00min

Estudo mostra carências nas empresas de Bento Gonçalves

Setor moveleiro, principal motor econômico da cidade, vê ausência de candidatos qualificados para vagas

Setor moveleiro, principal motor econômico da cidade, vê ausência de candidatos qualificados para vagas


/MOVERGS/DIVULGAÇÃO/JC

Uma das mais profundas radiografias já realizadas sobre qualificação profissional em Bento Gonçalves, com foco em suprir as carências dos segmentos econômicos nessa área, foi apresentada pelo Centro da Indústria, Comércio e Serviços (CIC-BG) e pelo Bento 20 como embasamento de um projeto, que pretende colaborar de forma determinante para a supressão desse relevante gargalo corporativo. A pesquisa, realizada com a participação de mais de 220 empresas, comprovou uma percepção já conhecida nas organizações: 86% delas afirmaram ter problemas com falta de mão de obra qualificada.

Há vagas disponíveis e, na outra ponta, pessoas querendo trabalhar. Porém, o que impede o sucesso dessa conexão, muitas vezes, é a falta de qualificação específica para que os profissionais consigam se enquadrar nas oportunidades existentes. O resultado impõe um desafio às empresas, entidades representativas, escolas, universidades e ao poder público que é trabalhar, de forma combinada, para viabilizar uma solução real e integrada à demanda. O estudo foi realizado com apoio da Universidade de Caxias do Sul (UCS)

Na indústria, os clusters foram divididos nos segmentos moveleiro; máquinas, metalmecânico e metalúrgico; construção civil; e outros clusters (bebidas, papel e celulose, borrachas e plásticos e alimentícia). Em cada um deles, as empresas preencheram as funções em que sentem maior necessidade de pessoal especializado nas áreas operacional, administrativa e de gestão. No setor moveleiro, principal motor da indústria de Bento Gonçalves, apareceram como maiores carências das 26 empresas participantes da pesquisa, respectivamente, auxiliar de produção (17%), assistente/analista comercial (16%) e supervisor/gerente industrial (19%).

O comércio foi o único dos segmentos econômicos reunido num único cluster - comércio geral. Para esse setor, a falta de vendedores qualificados é a principal demanda, tanto para o momento atual quanto para futuro. O que muda é a proporção. Para hoje, essa é uma necessidade para 23,3% dos 31 estabelecimentos consultados, enquanto para o futuro essa preocupação foi apontada por 31,6% das empresas. Balconista/atendente e assistência técnica/pós-venda, com 16,4% e 13,7%, respectivamente, fecham o trio de dificuldades para o comércio hoje. 

No segmento de serviços, a pesquisa foi dividida em seis setores - alimentação e hospedagem; transporte e logística; assessoria contábil, jurídica, imobiliária e outras; tecnologia da informação; educação; e prestação de serviços. De maneira geral, a maior carência apresentada pelo setor de serviços diz respeito à analista de sistema e TI (5,8%), seguida de supervisor/gerente de operações (5,1%) e de recepcionista/atendente (4,5%). Para o futuro, o cargo de analista de sistema também aparece como maior preocupação, com 6,3% dos casos.

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