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CORONAVÍRUS Notícia da edição impressa de 08/03/2021. Alterada em 08/03 às 03h00min

Carga viral no esgoto de São Leopoldo tem novo recorde

Elevação de cópias genômicas por litro foi de 9,09%, o que mostra alta no contágio da doença no município

Elevação de cópias genômicas por litro foi de 9,09%, o que mostra alta no contágio da doença no município


/DIGUE CARDOSO/SEMAE/DIVULGAÇÃO/JC
O resultado mais recente da coleta de amostra de esgoto da Estação de Tratamento de Esgoto Vicentina, em São Leopoldo, referente ao estudo que verifica a presença de coronavírus na rede, revelou um novo aumento da carga viral. Isso indica uma maior presença do vírus na população que contribui para o esgoto daquela região.
O material, coletado na segunda-feira (01/03), apresentou o maior resultado, até então, da estação de tratamento. A quantidade de cópias genômicas por litro (Cg/L) da amostra do dia 1º de de fevereiro, de 1.535.990, gerou um alerta à população local, pois, na época, representou um aumento superior a 2.000% na relação com amostras anteriores. Agora, a carga viral encontrada foi de 1.675.628 Cg/L, alta de 9,09%.
De acordo com a diretora de Operação da autarquia, Viviane Feijó, esse resultado mostra o aumento do contágio no município de São Leopoldo. "Apesar de algumas variações, os resultados vêm em uma crescente, estando em acordo com o aumento da contaminação, registrado pela secretaria de Saúde", comenta. Como medida preventiva, São Leopoldo está em lockdown até esta terça-feira.
Para o prefeito, Ary Vanazzi, é preciso adotar uma nova atitude diante da atual situação. "Estes dados são assustadores, como todos que temos recebido. Demonstra a grande circulação do vírus na cidade e a região também registra estes aumentos. É muito triste o que estamos passando e precisamos da conscientização da nossa população para reduzir o contágio", afirma.
O estudo é uma união de universidades gaúchas e de órgãos municipais. As coletas são realizadas na ETE Vicentina e as análises são realizadas no Laboratório de Microbiologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). A Vicentina atende os bairros São Miguel e Centro, e parte dos bairros Santos Dumont, Rio dos Sinos e Vicentina, sendo responsável pelo tratamento de esgoto de cerca de 54 mil habitantes.
A pesquisa é importante porque acompanha a distribuição do contágio nas áreas monitoradas e esses dados podem ser utilizados para promover ações antes mesmo de serem registrados casos nas unidades de saúde. O diretor-geral e vice-prefeito, Ary Moura, ressalta que, mesmo com a presença do vírus na rede de esgoto, não há nenhuma interferência na qualidade da água tratada pelo Semae. "A água tratada que nós distribuímos passa por uma etapa de desinfecção por cloro, garantindo que todo e qualquer microrganismo seja eliminado, portanto, na água potável, não há coronavírus. A qualidade da água é verificada diariamente, de hora em hora", destaca.
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