Donos de bares e restaurantes de Lajeado reclamam de mudanças - Jornal Cidades
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GASTRONOMIA Notícia da edição impressa de 30/11/2020. Alterada em 30/11 às 03h00min

Donos de bares e restaurantes de Lajeado reclamam de mudanças

Reunião entre representantes do setor e da prefeitura trataram da alteração no horário de funcionamento

Reunião entre representantes do setor e da prefeitura trataram da alteração no horário de funcionamento


/RAFAEL SCHEEREN GRUN/DIVULGAÇÃO/CIDADES

A prefeitura de Lajeado realizou, no fim de semana, uma reunião com os proprietários de bares, restaurantes, pubs, casas noturnas e similares, além de trabalhadores da área do entretenimento. O encontro foi marcada por desabafos e pela discussão de alternativas para o setor, um dos mais prejudicados pelas restrições impostas pelo novo coronavírus. A pauta foi o decreto, publicado na quinta-feira, que restringiu o funcionamento do setor, determinando, entre outras medidas.

Pelo texto, o horário de funcionamento será até as 23h, com o objetivo de restringir a movimentação e aglomeração de pessoas, especialmente do público jovem, já que nestes locais o respeito às regras de distanciamento, uso de máscara e álcool em gel é mais difícil de ser exigido, o que aumenta exponencialmente as chances de contaminação pelo novo coronavírus. Conforme a coordenadora da Vigilância Epidemiológica da secretaria da Saúde, Juliana Demarchi, os dados da evolução da pandemia no município preocupam e exigem uma postura mais restritiva do poder público, uma vez que, nas duas últimas semanas, triplicou a contaminação das pessoas. "É o momento mais crítico que vivemos desde o início da pandemia" alertou Juliana.

Ela explicou que a restrição de horário visa diminuir a exposição das pessoas saudáveis àquelas que já estão contaminadas, destacando que quanto maior o tempo de exposição ao vírus aumenta não somente as chances de contaminação, mas também o risco de desenvolver a forma mais grave da doença. Outro aspecto destacado pela coordenadora foi de que não é possível fazer uma barreira epidemiológica, uma vez que as transmissões não estão setorizadas em um local específico, como no início da pandemia, quando os frigoríficos eram os locais onde se verificavam maior concentração das transmissões.

Além de escutar os apelos dos empresários, o grupo que representou o poder público municipal na reunião manifestou que as restrições mais enérgicas se fazem necessárias no momento para que não sejam alongadas por um período maior de tempo nem que sejam necessárias medidas ainda mais severas. "Precisamos da colaboração de vocês pois não queremos chegar ao ponto de exigir o fechamento completo dos estabelecimentos caso a transmissão do vírus não seja freada" frisou o assessor jurídico, Natanael dos Santos.

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