Projeto trabalha com mulheres vítimas de violência em Lajeado - Jornal Cidades
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

COMENTAR |
DIREITOS HUMANOS Notícia da edição impressa de 07/10/2020. Alterada em 07/10 às 03h00min

Projeto trabalha com mulheres vítimas de violência em Lajeado

Iniciativa entrega cartas para as mulheres que estão na Casa de Passagem, com mensagens positivas

Iniciativa entrega cartas para as mulheres que estão na Casa de Passagem, com mensagens positivas


/NICOLE MORÁS/DIVULGAÇÃO/CIDADES

Conscientes da realidade de mulheres em situação de vulnerabilidade social e motivadas a desenvolver um projeto para melhorar a vida das pessoas, três estudantes do curso de Medicina da Universidade do Vale do Taquari - Univates criaram o projeto "Cartas para Julieta". A ideia surgiu a partir da preocupação com a subnotificação de casos de violência contra a mulher em Lajeado e da perspectiva de que nem todas as mulheres em situação de vulnerabilidade social têm acesso à internet.

Conforme Kananda Schneider, uma das participantes, por conta das medidas de prevenção ao coronavírus não era possível interagir pessoalmente com as mulheres atendidas pela Casa de Passagem de Lajeado, que recebe mulheres vítimas de violência doméstica e seus filhos. "Por isso, a alternativa foi voltar à moda antiga e escrever cartas que fornecessem apoio, carinho e acolhimento", afirma a acadêmica. Além disso, o projeto conta com a entrega de cartas de agradecimento às mulheres que são a rede de apoio das mulheres vítimas de violência.

Para Yasmin Iser, outra aluna inserida no projeto, a ideia ajudou na formação humanizada e para os estudantes refletirem sobre o papel do médico. "Como futuros profissionais da saúde, a gente vai perceber que nem sempre a mulher vai chegar a uma consulta com o olho roxo. Ela poderá fornecer indícios de um abuso muito antes disso, como no caso de um abuso psicológico, por exemplo", analisa 

O nome do projeto foi criado a partir da ideia de escrever cartas à mão para as mulheres. "Depois de termos decidido que o projeto seria assim, fomos em busca de nomes que chamassem a atenção das pessoas. Pensamos em Cartas para Marias, mas o nome 'Cartas para Julieta' nos conquistou mais, pois remete a uma história de amor que ultrapassou o tempo. E, no projeto, falamos de amor, tanto que o vídeo disponível no nosso Instagram remete a isso: que o amor pode ser muitas coisas, mas violento ele não é. Acolhimento também é uma forma de demonstrar amor, então escolhemos esse nome para que continuasse de acordo com o sentimento que queríamos que as cartas levassem às suas destinatárias", afirma Kananda.

Comentários CORRIGIR TEXTO
Av. João Pessoa, 1282 - Farroupilha
Porto Alegre - RS - CEP 90040-001
Fone (51) 3213.1300